Sinal de alerta

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) descarta a possibilidade de interromper o funcionamento do posto de pesagem de caminhões da Rodovia Henrique Eroles (SP-66), a Mogi-Guararema, no próximo dia 15, data final do contrato de prestação de serviços firmado entre o Governo do Estado e a Vetec Engenharia, responsável pela operação do sistema.

Moradores daquela região foram os primeiros a levantarem a voz contra uma ameaça, conhecida por eles desde 2014, quando circulou a informação de que a balança fixa seria desativada. Naquele ano, deputados pressionaram pela manutenção do posto de fiscalização.

Dois anos depois, o assunto volta ao noticiário. O DER garante que o serviço não será interrompido. Uma nova licitação está em curso. Menos mal.

Conquistada após muita pressão política e popular, a balança fixa coíbe o abuso de caminhoneiros que costumavam passar pela SP-66 e, por consequência, pelas ruas de Mogi das Cruzes e Guararema, para fugir da fiscalização. E, hoje, após a desativação do posto rodoviário, na esteira do processo de desmonte da Polícia Rodoviária, a existência desse equipamento é o único mecanismo de controle e fiscalização do acesso, conhecido justamente pela declividade de alguns dos seus trechos.

Recém-pavimentada, o perfil de utilização da Rodovia Mogi-Guararema mudou consideravelmente – e deverá se transformar ainda mais, nos próximos anos. O número de usuários do acesso cresceu durante todos os dias da semana. A cidade banhada pelas águas do Rio Paraíba do Sul recebe milhares de turistas.

Não é somente o apelo turístico e as belezas naturais daquele entorno que impactam no aumento do volume médio de veículos e caminhões na Mogi-Guararema. A ocupação populacional dos distritos de César de Souza e Sabaúna contribuem para isso. E o que precisa deixar claro para o Estado, esse crescimento seguirá nas próximas décadas.

A oferta de terrenos vazios e a aprovação de grandes empreendimentos imobiliários nessa faixa territorial, ao lado Mogi-Guararema, vão transformar o trânsito dessa região, em pouco tempo.

O passado deixou marcas inequívocas dos prejuízos financeiros provocados pela carga acima do peso. Um caminhão pesado detona o asfalto, complica o trânsito, torna a estrada mais vulnerável a acidentes.

É preciso ficar de olho para que o DER não ressuscite a balança móvel, apêndice burlado com facilidade pelos caminhoneiros irresponsáveis.


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