EDITORIAL

Sinal de alerta

Não será surpresa se as obras de duplicação do trecho de sete quilômetros de meio da rodovia Mogi-Dutra, entre Mogi das Cruzes e Arujá, tiverem o prazo de entrega estendido mais uma vez. Com apenas 30% dos serviços completamente finalizados, o período de dois meses seguidos de chuvas intermitentes poderá interferir no cronograma previsto para ser concluído em novembro próximo.

Por contrato, a obra de responsabilidade do consórcio Construcap-Copasa deveria ter sido inaugurada em janeiro passado, 24 meses após o início. Atrasos provocados por questões como a finalização das desaproprieções marcam a medição dos serviços de duplicação.

O último balanço divulgado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a este jornal, mostra que nem metade do projeto saiu do papel. Soma-se a isso, as fortes chuvas deste início do ano, e todos os sinais de alerta são novamente acesos.

A total duplicação da rodovia Pedro Eroles caminha para ser entregue à população 15 anos após a inauguração do primeiro trecho, entre o entroncamento da rodova Ayrton Senna e os bairros do Jardim Aracy e a Ponte Grande.

Segundo o DER, as bases estruturais e mais trabalhosas da obra orçada em R$ 121,9 milhões já foram feitas. Sem dúvida, esse é um ponto positivo. Especialmente hoje, quando a tecnologia construtiva permite acelerar o tempo de execução. O andamento desse serviço, porém, precisa entrar na mira dos prefeitos, vereadores e deputados de Mogi das Cruzes, Arujá e região.

Em 2019, mesmo com todas as evidências de que o prazo de dois anos não seria cumprido, o governo do Estado demorou a admitir o atraso na medição dos serviços executados até o final daquele período. Se não entrar rapidamende no radar político, a duplicação pode ficar para 2021.


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