TRADIÇÃO

Site reúne acervo da congada

MEMÓRIA Grupos de congadas fazem parte das manifestações folclóricas da cidade. (Foto: arquivo)
MEMÓRIA Grupos de congadas fazem parte das manifestações folclóricas da cidade. (Foto: arquivo)

Depois da cerimônia de celebração aos novos Rei e Rainha do Congo, realizada no centro da cidade no último sábado, duas novas atividades, agora no Centro Cultural, reforçam a cultura da congada em Mogi das Cruzes, hoje e amanhã. Marcadas para as 15 horas, palestras, oficinas e vivências gratuitas e abertas ao público revelam tradições e preparam terreno para o lançamento de um site que estará disponível neste final de semana, funcionando como um acervo digital da congada de todo o Estado.

As iniciativas são organizadas pela Casa do Congado, entidade que está prestes a celebrar 10 anos de existência. Justamente por este motivo, a programação é especial e começa hoje com os ensinamentos dos mestres Alexandre Silva e Silvio Antônio sobre toques, ritmos e marchas do congado, como produzir baquetas improvisadas a partir de galhos de árvores, como trocar a pele dos instrumentos e outras curiosidades.

Já o evento de amanhã colocará o público para dançar e cantar no segundo andar do Centro Cultural, onde haverá um momento para o lançamento oficial do portal Memória Digital da Congada de São Paulo (MDC/SP), uma espécie de acervo interativo em que o público poderá ouvir músicas, ver fotos, assistir a vídeos e ler materiais que traçam a história desta manifestação em Mogi desde 2009, ano de criação da Casa do Congado.

Para o presidente da entidade, Déo Miranda, todas essas atividades têm o objetivo de tornar mais reconhecida a arte do congo. “A ideia é que haja uma adesão maior”, resume ele, ao contar que neste final de semana o site MDC já contará com 9 discos de música na íntegra, documentários, livros, revistas e materiais jornalísticos, todos prontos para consumo mediante rápido cadastro do usuário.

“Muitos destes itens vêm do acervo de colaboradores, como mil imagens feitas do fotógrafo Danilo Duvilierz e outras várias de Jurandyr Ferraz de Campos, dos anos 70, 80 e 90”, diz Déo, que prepara ainda outras “cartas na manga” para o futuro. “Disponibilizaremos outros conteúdos, o que pode, inclusive, ser feito por outras cidades”.

A ideia do projeto é contribuir para o reconhecimento da congada como manifestação cultural brasileira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Como Déo explica, para que isso aconteça, todos os estados onde há algum traço desta cultura devem fazer pesquisas, que juntas terão força. “Mogi das Cruzes, enquanto maior reinado de congos de São Paulo, está fazendo sua parte”.