EDITORIAL

Socorro

Com localização estratégica, em frente aos prédios da Prefeitura e da Câmara Municipal as dificuldades enfrentadas por milhares de pacientes na Farmácia de Alto Custo de Mogi das Cruzes não serviram, ainda, para apressar uma solução para o problema – o endereço atual não comporta a demanda de usuários, de um serviço importante para a prevenção e cura de doenças.

Pessoas de todas as idades são obrigadas a esperar debaixo de sol ou chuva a hora de receberem os medicamentos, mesmo após a adoção de outros protocolos acordados após a visita feita pelo secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira à unidade.

No início deste ano, Germann Ferreira sentiu de perto o desconforto e o descuido com os usuários. O problema não é falta de remédios, mas de falta de espaço decente para abrigar o público.

Tudo isso acontece por culta da morosidade do poder público em identificar uma grave deficiência e agir para saná-la.

Essa farmácia funcionou durante anos no Mogilar, em um prédio igualmente inadequado. A mudança para o endereço da avenida Narciso Yague Guimarães ocorreu em 2016, quando, em média, cerca de 700 pessoas chegavam a ser atendidas por dia.

No novo local, as filas marcam o funcionamento em determinados dias e horários. Até hoje, quatro anos depois da mudança, nenhuma liderança constituída assumiu a defesa da parcela da população doente, obrigada a passar por mais esse perrengue.

Após a visita do secretário Germann Ferreira, foram prometidas mais cadeiras e a ampliação do número de caixas de medicamentos fornecidas, quando possível, para reduzir as idas à farmácia.

Coisa que, convenhamos, já poderia ter sido adotada há mais tempo, se assunto tivesse entrado na pauta do Executivo e do Legislativo da cidade.

No fim das contas, o que passa o cidadão naquela fila, integra o mesmo contexto de negligência e desrespeito vivido por quem passa horas em uma maca nos corredores dos hospitais públicos, ou enfrenta a superlotação na maternidade da Santa Casa de Misericórdia.


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