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Subúrbio até César de Souza. Quem é que se lembra disso?

Assunto volta à discussão, de tempos em tempos, por autoridades do município

“Que fim levou a extensão da Linha 11 – Coral da CPTM até César de Souza?”. A pergunta acima não foi feita por políticos ou moradores de Mogi. Ela partiu de um jornalista, Renato Lobo, do site Via Trólebus, especializado em transporte coletivo, que decidiu cobrar a empresa por uma das muitas promessas esquecidas da CPTM em relação ao município. Ele poderia ter questionado sobre as novas estações, já que a cidade é a única que não teve as antigas devidamente reformadas e até ampliadas, como aconteceu, por exemplo, com Suzano. Poderia perguntar sobre as armadilhas enfrentadas por passageiros, em razão dos vãos existente entre as composições e as plataformas das estações da cidade. Poderia também, imaginem só, até questionar a falta de sanitários para o público, em estações como a de Braz Cubas. Lobo, porém, preferiu indagar sobre a extensão da linha, lembrando que, de tempos em tempos, o assunto volta a ser debatido na cidade. Lembrou que tal projeto já esteve na lista de promessas de diversos candidatos aos mais diferentes cargos, de vereador a governador, e que

consta até do Plano Diretor da cidade. O jornalista conta que, em 2011, a CPTM chegou a fazer um relatório técnico para a concretização do projeto, à época, orçado em R$ 37,5 milhões. Tal mudança representaria um acréscimo de 9% no volume de passageiros da Linha 11. Mas o projeto não consta mais dos planos da empresa, que o considera tecnicamente inviável. “A CPTM informa que existe uma inviabilidade técnica para levar a Linha 11-Coral até César de Souza, visto que o trecho em questão é uma faixa de domínio sem eletrificação e designada apenas para o transporte de cargas”, disse a empresa ao Via Trólebus. Desculpa mais esfarrapada e inconsistente só poderia ter vindo de onde partiu. Não é novidade que CPTM continua ignorando a presença de Mogi no mapa da Grande São Paulo, mesmo tendo na cidade a origem de uma respeitável parcela de sua arrecadação. E se a estatal dá esse tipo de tratamento a Mogi é porque sabe da fragilidade de sua representação política. Caso contrário, já teria resolvido – e rápido – todas essas “dificuldades” que impedem a chegada dos trens de subúrbio até César de Souza.

Em casa

Ainda em casa, cumprindo quarentena, passa bem o secretário municipal Renato Abdo, de Agricultura e Abastecimento, uma das vítimas do novo coronavírus na cidade. Livre das fortes dores e outros sintomas da doença que o deixaram literalmente prostrado, durante a primeira semana, Abdo já está despachando via internet e chegou a participar da decisão de liberar as feiras livres e varejões, a partir deste final de semana, em toda a cidade.

Fora

O publicitário Márcio dos Santos Júnior não é mais o diretor comercial da Universidade de Mogi das Cruzes, cargo que vinha exercendo desde meados de 2017.

Comunitária

O presidente em exercício do Senado, senador Antonio Anastasia (PSD-MG), promulgou decreto legislativo que outorga autorização à Associação Mogiana dos Profissionais de Rádio e TV para executar serviço de radiodifusão comunitária no município de Mogi das Cruzes. A medida já havia recebido aprovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Decorativo

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal continua tendo função meramente decorativa no organograma interno do Legislativo mogiano. Durante o atual mandato, sua atuação praticamente inexistiu. E não teria sido por falta de motivação. Só para lembrar, após a mais recente mudança, o Conselho passou a ter como presidente o vereador Antonio Lino (PSD) e os vereadores José Francimário Farofa (PL) e Marcus Furlan (DEM) como membros titulares. Os suplentes são: Pedro Komura (PSDB), Jean Lopes (PL) e Caio Cunha (PODE).

Quanto menos pé atrás com a nossa Constituição, mais o País vai para a frente”,

Carlos Ayres Britto, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, no jornal O Globo de ontem


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