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Supremo cassa liminar e vereador de Suzano fica sem mandato

Vice-presidente da Câmara de Suzano é acusado de manter ligações com o PCC

Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o vice-presidente da Câmara de Suzano, vereador José Carlos de Souza Nascimento, o Zé Pirueiro (PTB), voltou a ser proibido de exercer seu atual mandato e até de acessar as dependências do Legislativo daquela cidade. Num julgamento realizado no último dia 28, o STF negou o pedido de habeas corpus e revogou a liminar que mantinha José Carlos no exercício do mandato. Com esta decisão, a Mesa da Câmara de Suzano terá de afastar Zé Pirueiro do cargo, logo que o acórdão relativo a essa medida vier a ser publicado. A defesa do vereador, no entanto, promete continuar recorrendo, desta vez por meio de embargo de declaração, algo que segundo advogados ouvidos pela coluna, será difícil de ser acolhido pela Suprema Corte. O vereador, segundo o Ministério Público, teve a prisão preventiva decretada em 28 de março de 2018, “após promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encontrarem drogas, arma e alta soma de dinheiro na Cooper-Suzan, cooperativa de transporte liderada pelo investigado. Ele permaneceu preso até março de 2019”. O Gaeco ainda apura a ligação entre a organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) e o sistema de transporte por vans em Suzano. Zé Pirueiro acabou voltando à Câmara em dezembro de 2019, após o ministro Marco Aurélio Mello conceder uma liminar em favor do vereador, que chegou a ser substituído, durante o período de ausência, pelo seu suplente e companheiro de partido, Jaime Siunte (PTB). Mesmo com todas as acusações que pesavam sobre ele, o vereador ainda conseguiu se eleger vice-presidente da Câmara de Suzano, na disputa pela Mesa Diretora para o último ano da atual legislatura. Ontem, pela manhã, a coluna tentou ouvir o presidente da Câmara de Suzano, vereador Joaquim Rosa (PL), que por meio de sua secretária, mandou dizer que “estava muito ocupado em uma reunião”.

Filiação

Recém-filiado ao PL, o vereador Jean Lopes já começa a mostrar serviço. Ontem, pela manhã, ele levou para os quadros do de seu novo partido o atual presidente do Sindicato dos Rodoviários de Mogi das Cruzes e Região, Felix Serrano de Barros, seu antigo companheiro de PC do B. A filiação aconteceu na sede do PL, na presença de integrantes da agremiação. Detalhe: o sindicalista não tem pretensões político-partidárias, ao menos por enquanto.

Sem demitir

Fernando Campos, o diretor de Negócios da Ponsse, anunciou a adesão da empresa de origem finlandesa, especializada na produção de maquinário para reservas florestais, ao movimento “Não Demita”, que consiste em não dispensar funcionários, ao menos durante os próximos dois meses. A medida causou imediata reação do diretor de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura de Mogi, Claudio Costa, que postou ao lado do comunicado: “Parabéns Ponsse! Nossa cidade agradece.”

Ajudas

Além do prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB), alvo de seu trabalho apresentado na Câmara, o vereador Otto Flôres de Rezende (PSD) disse à coluna que espera também contar com o apoio do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) para tentar convencer o governador João Doria (PSDB) a antecipar a inauguração dos 60 leitos ainda não utilizados do Hospital Arnaldo Pezzuti Cavalcante, em Jundiapeba. Otto, que também é médico, espera que os espaços venham a ser ocupados por pacientes da Covid-19, durante a atual pandemia.

Novidade

A empresa Priori Serviços e Soluções Contabilidade – Eireli, venceu a licitação aberta pela Prefeitura de Mogi para execução da gestão do condomínio e patrimônio nos empreendimentos Apoema I e II, construídos com recursos da CEF. Ao custo de R$ 192,5 mil a empresa fará o acompanhamento social das famílias após a ocupação dos prédios do programa Minha Casa, Minha Vida. O trabalho já vinha sendo feito por equipes da Coordenadoria de Habitação. A Priori irá assumir o trabalho, mas com foco em passar informações sobre como gerir o condomínio, seja por meio de administradora ou de gestão própria.

Frase

O Brasil oficial tem sido um País injusto e segregador. Mas há um outro Brasil, o da cultura popular, menos desigual, feito de encontros, porosidades, utopias.

Francisco Bosco, poeta e ex-presidente da Funarte, no jornal O Globo de ontem


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