GUSTAVO HENRIQUE MARTINS

Surfista, psicólogo e coach esportivo

Gustavo Henrique Silva Martins é bicampeão paulista de bodyboard, tem formação em psicologia, é empreendedor e recentemente tornou-se coach esportivo, orientando atletas profissionais. Seu foco atual é levar um deles às Olimpíadas do Japão, em 2020. (Foto: Eisner Soares)
Gustavo Henrique Silva Martins é bicampeão paulista de bodyboard, tem formação em psicologia, é empreendedor e recentemente tornou-se coach esportivo, orientando atletas profissionais. Seu foco atual é levar um deles às Olimpíadas do Japão, em 2020. (Foto: Eisner Soares)

Filho de educador físico, Gustavo Henrique Silva Martins, também conhecido como Guteba, sempre esteve envolvido com o esporte, tanto é que há registros dele ainda bebê jogando basquete. Na adolescência, interessado pelo mar, tornou-se surfista e passou a praticar o bodyboard. E hoje, depois de se formar em psicologia e ter a própria empresa, ele é coach esportivo, além de continuar pegando onda.

Como parte da infância de Gustavo foi num sítio, ele lembra de praticar muitas atividades físicas, como jogar taco e pular corda, mas principalmente andar de bicicleta. Segundo ele, quando menino, não parava nem por um segundo, nem mesmo na escola, onde integrava o time de basquete do Colégio São Marcos, que tinha como treinador seu pai, João Batista Souza Martins, que também dava aulas na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

Aos 11 anos, tempo em que atuava nas quadras como ala, Gustavo começou a frequentar aos finais de semana, feriados e períodos de férias a casa da família em Bertioga. Nessa época, sua irmã, Michele Martins, que é um ano mais nova, ganhou uma prancha de bodyboard, mas quem usava o presente era ele, que se aventurava, sozinho, nas ondas do mar.

No entanto, o bodyboard era, até então, somente um hobby e Gustavo seguiu jogando basquete. No Ensino Médio, porém, a vontade de surfar era tanta que ele começou a fazer bate e volta até a praia, no meio de semana, para treinar. E quando concluiu a escola, explicou aos pais que não queria fazer faculdade, e sim se mudar para o litoral e tentar a carreira de atleta.

Assim o mogiano fez e morando em Bertioga intensificou os treinos. Começou então a participar de competições regionais e estaduais como atleta amador. Conseguiu alguns patrocinadores e ao tornar-se vice-campeão paulista na modalidade, passou à categoria profissional, tendo conquistado o título de campeão paulista.

Em certo momento, uma viagem para competir na Indonésia instigou o lado empreendedor de Gustavo, que apesar de apaixonado pelo esporte, precisava de outra fonte de renda, já que não conseguia estabilidade financeira somente como atleta. Depois que voltou ao Brasil, o mogiano passou a importar joias, empreendimento que mantém já há 16 anos.

Sua rotina mudou novamente quando um de seus patrocinadores, a Universidade Braz Cubas (UBC), ofereceu-lhe a oportunidade de escolher um curso e se graduar. Curioso com algumas questões relacionadas à própria psiquê durante as provas de bodyboard, o mogiano escolheu estudar psicologia, área em que se formou no ano de 2006.

Os estudos não atrapalharam seu desempenho e no segundo ano da faculdade foi novamente campeão paulista de bodyboard. Depois de formado, porém, ele não exerceu a psicologia, preferindo continuar conciliando as atividades de atleta e empresário.

Mas, neste ano de 2018, aos 41 anos, reduziu a participação em competições em cima da prancha e decidiu investir em outra formação: a de coach esportivo. Para isso, fez um curso em Curitiba com Nell Salgado, que já orientou atletas olímpicos e, em junho, passou a trabalhar com esportistas de alto rendimento em diferentes modalidades, como surfe, judô, crossfit e ultramaratona.

Para Gustavo, trabalhar com jovens atletas é como reviver as sensações que sente quando está dentro de um tubo, numa onda. E ele conta que exercer a função de coach tem tudo a ver com a psicologia, já que é um trabalho relacionado ao acompanhamento psicológico e mental do atleta, que se complementa com a função de outros profissionais, como preparadores físicos, nutricionistas e médicos.

A intenção dele para os próximos meses é intensificar o trabalho de coach com profissionais do bodyboard e surfe, para levar um esportista às Olimpíadas do Japão, em 2020. Ele também atua no projeto Oficina de Atletas, em Bertioga, que visa justamente treinar jovens em esportes náuticos e no tempo livre, além de se preparar para competições regionais como atleta, ele curte a esposa, Priscila Andreotti, e os dois filhos, Marina, de 7 anos, e Diego, de 3 anos.

Curto-Circuito

Viver em Mogi é… estar em família

O melhor da Cidade é… estar perto da praia

E o pior? O frio

Sinto saudade de… morar na praia

Encontro paz de espírito… surfando

Pra ver e ser visto… na praia

Meu prato preferido é… frango à parmegiana

Livro de cabeceira… ‘O Anjo e o Líder’, de Nicolai Cursino

Peça campeã de uso do meu guarda-roupa? Bermuda Dewa

O que não tem preço? Tempo com minha família

Uma boa pedida é…um dia de altas ondas e um pôr do sol com minha família

É proibido… desistir

A melhor festa é… com pessoas que amo

Convite irrecusável… uma viagem para a ilha de Bali, na Indonésia

O que tem 1001 utilidades? Meu carro

Meu sonho de consumo é… Visitar Maldivas e Taiti com a família

Qual foi o melhor espetáculo da minha vida? Ver meus filhos nascerem

Cartão-postal da Cidade… Pico do Urubu

O que falta na cidade? Lugares para esporte e lazer

Qual é a química da vida? Curtir o percurso

Deus me livre de… doenças