DESDOBRAMENTO

Suspeito de matar Rayane Paulino vai a júri popular

Michel Flor da Silva, de 28 anos, acusado de matar Rayane Paulino, de 16 anos. (Foto: Natan Lira/ O Diário)

Na audiência de instrução no Fórum de Mogi das Cruzes, o segurança Michel Flor da Silva, de 28 anos, garantiu que foi consensual o relacionamento que ele teve com Rayane Paulino Alves, de 16 anos, cujo corpo foi encontrado em 28 de outubro, domingo, em um matagal em Guararema. O crime foi cometido oito dias antes.

Rayane deixou uma festa, onde havia ido com duas amigas, e resolveu andar sozinha pelo acostamento, mas com destino a Guararema, apesar de residir com os pais em Mogi. Ela teria pego um Uber e chegou àquela cidade. Ontem, depois de ser interrogado em juízo e dar a sua versão, Michel foi pronunciado pela Justiça que o levará a júri popular, cuja data ainda não foi marcada. Os argumentos do Ministério Público foram aceitos pelo juiz de Direito Davi de Castro Pereira Rios, da 2ª Vara Criminal, na audiência de instrução, na qual testemunhas de defesa e acusação, entre as quais, o delegado Rubens Angelo, deram depoimentos.

A defesa de Michel Flor, o advogado Wagner Arcanjo da Cruz, esclareceu que o seu cliente admitiu o assassinato, mas refutou as denúncias de estupro e ocultação de cadáver.

O delegado Rubens José Angelo, titular do Setor de Homicídios de Mogi, elucidou os crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro. O caso teve repercussão nacional.

Os pais de Rayane avisaram a Polícia Civil depois de sentir falta da filha, que não voltou para casa, por volta das 5 horas de 21 de novembro de 2018.

Um dia depois, o casal começou a distribuir fotos pelas cidades de Mogi e Guararema. Os pais dela também fizeram divulgação pelas redes sociais e por meio de amigos. Segundo afirmaram à imprensa, “Rayane não namorava e era habituada a dizer sempre onde iria passear”.

Na fase policial, Michel Flor, que é casado e pai de dois filhos, explicou que viu a jovem no Terminal Rodoviário de Guararema, onde trabalhava, e notou que ela se sentou em um dos bancos. “Como ela parecia zonza, até lhe ofereci uma água. Em seguida, depois de recusar a água e uma jaqueta, concordou em pegar comigo uma carona”, alegou.

Ainda conforme o criminoso capoeirista, o qual aplicou um golpe na jovem, “ela falou que queria curtia a noite e a convidei para ir a uma casa noturna em Jacareí, mas mudamos de rumo”. A versão apresentada por Michel Flor carecia de fundamento, conforme a tese da Polícia Civil.