INVESTIGAÇÃO

Suspeitos de latrocínio de motorista por aplicativo em Mogi são presos

CRIMINOSOS Stephanya Mikaele Barcelos Matos, Lilananda Chanda de Jesus e Wilker Rodrigues Neves são autores de latrocínio. (Foto: Eisner Soares)

Os quatro marginais, dois homens e duas mulheres, foram os autores do latrocínio (matar para roubar) do motorista de aplicativo Walter Prado Filho, de 32 anos, praticado na madrugada do dia 2, em um terreno na estrada Mogi-Salesópolis, km 63, o bairro de Cocuera. O corpo foi encontrado pela manhã com perfurações no rosto e pescoço.

Na coletiva à imprensa o delegado Rubens José Angelo, titular do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), de Mogi das Cruzes, ao lado do assistente da Seccional, Júlio Vaz Ferreira Neto, na sede da Delegacia Seccional, no Shangai, deu detalhes da ação policial que levou para a cadeia os envolvidos.

Os marginais foram identificados como Stephanya Mikaele Barcelos Matos, de 19 anos, Lilalanda Chanda de Jesus, de 18 anos, Wilker Rodrigues Neves, vulgo “Beiço”, de 18 anos, e um adolescente, de 15 anos.

O delegado Rubens Angelo explicou que “eles vão responder por latrocínio (matar para roubar) e tortura, pois usaram a máquina de eletrochoque para torturar o motorista de aplicativo. O Walter usava a taser para se proteger e os criminosos o torturaram, depois roubaram a arma, o celular e R$ 50,00. Não levaram o carro, pois apresentou problemas mecânicos”.

Na manhã desta segunda-feira (09), os investigadores Marco Antonio (chefe) Maisa e Chico, do Setor de Homicídios, prenderam Wilker num quiosque na praia central de Bertioga. “Nem tenho explicação para o que fiz, foi burrice e não me apresentei à Polícia porque fiquei com medo. Da Polícia, não, sabe que o que a gente faz paga aqui mesmo”.

O bandido diz que já cometeu atos infracionais quando era menor, mas ele alega que “foi o meu primeiro roubo, o relógio que apreenderam ganhei da minha avó, tem até nota fiscal”.

Segundo o titular da Homicídios, Wilker participou de outro assalto e o relógio o incrimina. “Estamos procurando pelo motorista que foi vítima dele”, frisou.

Stephanya nega ter ajudado a matar o motorista de aplicativo, mas reconhece que usou nome falso para atraí-lo para uma ‘corrida’ da avenida Miguel Gemma, no Socorro, perto da casa dela, até a cidade de Biritiba Mirim. No local, Walter foi rendido por ela, a comparsa Lilalanda e os dois rapazes. As jovens falaram a O Diário que “estávamos sem dinheiro e tivemos a ideia de roubar um motorista de aplicativo”. O delegado Rubens Angelo requisitou e a Justiça decretou a prisão temporária dos criminosos.