ARTIGO

Tecnologia e o emprego

Claudio Costa

Recentemente nosso governador João Doria afirmou que o melhor programa social que um governo pode oferecer para a população é o emprego. Sem dúvida nenhuma temos que concordar, pois, o emprego além da renda, traz aprendizado contínuo e acima de tudo, dignidade.

Porém, nos dias atuais a questão do emprego, com o avanço da tecnologia, não é tão simples assim de se resolver. A grande questão que paira entre os economistas e estudiosos no assunto é: quais serão os empregos e quem terá empregos na era das máquinas. Existem inúmeros estudos a respeito, mas o fato é que a inteligência artificial veio pera revolucionar o mundo e a velocidade com que ela chega é realmente assustadora.

Enquanto o mundo caminha a passos largos na indústria 4.0 o Brasil dá sinais que começar a sair da sua maior recessão em toda história, deixando uma indústria bastante desgastada. Estudos recentes estimam que 82% das empresas brasileiras estão ainda na indústria 2.0 ou seja, ainda mecânica e ainda não entraram na era da automação.

Para as empresas que já aderiram às novas tecnologias, de forma parcial ou integral, o resultado é realmente surpreendente com impactos muito positivos em termos de produtividade e redução de custos, porém, com uma redução acentuada de mão de obra chegando ao redor de 40%. A boa noticia é que o investimento é relativamente baixo e podendo ser implementado de forma modular. Como dito anteriormente, muitas empresas precisam, ainda, ingressarem na era da automação antes de entrarem na tecnologia 4.0. Isto só demonstra a grande oportunidade que temos para melhorar nosso desempenho em termos industriais e voltarmos a ser competitivos no cenário mundial. Para o Brasil, estima-se que quando o país estiver na sua plenitude em termos de tecnologia, teremos um incremento do PIB na ordem de 6%.

Temos um desafio grande pela frente, mas o maior deles será preparar toda essa massa de trabalhadores para atender as demandas das indústrias que com certeza virão.

Buscar estas tecnologias não é uma questão de escolha ou opção, mas sim um fator de sobrevivência.

Claudio Costa é diretor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mogi das Cruzes