EDITORIAL

Telhados novos

“Um dia a guerra”

Durante todo o período que durou a II Guerra Mundial (1939-1945), o esforço da indústria americana estava voltado para a produção armamentista. Consequentemente, pouquíssimos automóveis foram produzidos. Apesar disso, a Ford seguiu com propaganda maciça de seus carros. Quando perguntaram ao magnata Henry Ford (1863-1947) o motivo disso, ele respondeu: “Um dia a guerra acaba e, quando isso acontecer, as pessoas não terão esquecido da marca Ford”.

O Brasil ainda não chegou ao ponto de uma economia de guerra, embora tenha passado perto. Apesar disso, uma das maiores empresas mogianas, e genuinamente mogiana, jamais deixou de olhar o futuro. Durante os últimos cinco anos a Helbor, incorporadora imobiliária surgida aqui e que se expandiu por todo o País, enfrentou momentos muito difíceis. Houve ano, nesse período, em que, apesar das vendas auferidas, chegou a dezembro com estoque de unidades maior que o de janeiro.

Apesar disso, seus controladores seguiram, como Henry Ford, conscientes de que “um dia a guerra acaba”. Pois não é que, apenas alguns dias após o lançamento de novas ações na Bovespa, operação que lhe reforçou o caixa em R$ 560 milhões, a companhia local vem a público anunciar o Helbor Passeo Patteo Mogilar, conjunto de três torres e 324 unidades. Na mesma área onde já empreendeu o Sky Mall & Offices e os residenciais Life Club e My Helbor.

Proatividades como essa nos remetem a uma outra referência a Mogi: Osmar Marinho Couto (1923-1986), pioneiro dentre os médicos de Minas Gerais que aqui aportaram na década de 1950, costumava justificar sua opção por Mogi, dizendo porque escolhera esta cidade: “No primeiro dia aqui, subi a um prédio e, quando olhei, vi muitos telhados novos – prova de atividade econômica, prova de progresso”.

Não temos dúvida de que outros Osmar Marinho Couto passam pela cidade e procuram provas de progresso. Que percorram, então, os empreendimentos da Helbor no Mogilar.

Deixe seu comentário