EDITORIAL

Tempo de doação

Partindo de um dos princípios basilares do consumo consciente, segundo o qual, “aquilo que sobra para você pode estar faltando para o outro”, este jornal publicou, na edição de domingo passado, uma relação de entidades sócias avalizadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que estão aptas a receber todo tipo de doação a ser feita por pessoas, entidades ou empresas desta ou de qualquer outra Cidade.

Ao apresentar tal relação, que poderá ainda vir a ser ampliada, nosso objetivo foi sanar uma dúvida que toma conta de muita gente, quando se dispõe a oferecer algo a terceiros: a quem eu devo recorrer para doar alguma contribuição em espécie, ou aquele móvel ainda novo que está sendo trocado em casa, ou ainda roupas e utensílios domésticos em geral, em bom estado de conservação, que terão de abrir espaço em guarda-roupas ou gavetões superlotados, só descobertos em um daqueles dias de faxina geral na residência?

As dúvidas surgem com muita frequência, quase sempre embaladas pelo temor de que aquelas peças que você se dispõe a se desfazer delas venham a ser mal utilizadas, ou acabem ganhando um destino bem diferente daquele esperado pelo doador que se dispôs a encaminhá-las, esperando que venham a ser úteis a terceiros menos necessitados.

Ao publicar a relação das entidades oficialmente cadastradas junto ao Município, este jornal teve a intenção de oferecer um roteiro básico para futuras doações de pessoas que ainda tenham alguma dúvida no momento de ajudar aos outros, seja com objetos usados e novos, por meio de auxílio pecuniário, ou quem sabe, disponibilizando sua própria força de trabalho.

Isso, entretanto, não significa que essa ajuda não possa ser disponibilizada a alguma outra instituição reconhecidamente merecedora de seu apoio. Muitas delas, como por exemplo, a Santa Casa de Misericórdia, ou a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), mesmo não constando da lista divulgada pela Secretaria de Assistência Social, são entidades filantrópica e assistencial que prestam excelentes serviços à comunidade em geral.

O importante, como ressalta a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Karin Melo, é que seja despertado entre os mogianos o desejo de ajudar ao próximo. E isso, garante ela, é algo latente entre a comunidade de Mogi, sempre disposta a colaborar com quem esteja necessitando.

Uma verdadeira cruzada do bem se desenvolve no dia a dia de centenas de entidades e instituições que têm como meta ajudar ao próximo. E que também necessitam do apoio da comunidade. É hora de se doar.