INFORMAÇÃO

Tietê, um rio à espera de atenção e cuidados

Manancial é lembrado em época de campanhas e esquecido logo depois

Pode ser considerado lamentável, sob todos os aspectos, o descaso do governo estadual em relação ao principal e mais importante manancial da região, o Rio Tietê. Mudam-se governos, trocam-se os governantes e nada se vê de projetos conclusivos para despoluir ou resgatar as condições de vida do Tietê, hoje com águas barrentas e sujas, quase um filete, ao atravessar Mogi das Cruzes em direção à Capital e interior do Estado de São Paulo, até chegar ao Paraná. Há tempos, o Tietê vem sendo “sangrado” duramente na região do Cocuera, em Mogi – quilômetros abaixo de sua nascente, em Salesópolis –, para ajudar a abastecer o Sistema Alto Tietê, por meio da barragem do Rio Biritiba. Para o governo parece não importar o quanto isso pode interferir negativamente na estação de captação de água do Semae, na altura da chamada Pedra de Afiar, situada um pouco mais abaixo da “sangria”. Mesmo que isso traga complicações para o abastecimento de milhares de mogianos. Da mesma forma, nada se faz para livrar o rio das plantas aquáticas que vão ocupando cada vez mais o leito, transformando-o num de tapete de rara beleza, mas que esconde um sério perigo para a vida nas águas. Pouco a pouco, as plantas vão consumindo todo o oxigênio do rio, tornando impossível a presença de peixes e outros seres vivos em uma longa extensão de seu trajeto. Diante do problema, órgãos como o DAEE e Sabesp parecem se limitar a esperar que uma grande enchente consiga arrancar de vez os aguapés e outras plantas, levando-as para outras paragens. Também parecem estar sepultados outros planos para livrar o rio de fontes de poluição como indústrias e, principalmente, os esgotos domésticos. Nem mesmo a Cetesb, tão ciosa em relação ao Tietê em décadas passadas, parece se preocupar com a atual carga poluidora. Tudo caminha na base do “deixar como está para ver como fica”. Com isso, passa-se o tempo e a inanição dos governantes vai deixando cada dia mais para trás o sonho de se legar um rio limpo, piscoso e até navegável para as futuras gerações. A elas certamente caberá conhecer o verdadeiro Tietê em pinturas ou fotografias de museus. Algo que deveria envergonhar aqueles que sempre se lembram do rio nas campanhas eleitorais, mas que também se esquecem dele logo depois de eleitos.

Visita
O secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, deputado Marcos Vinholi, era esperado ontem à noite, na Câmara de Mogi, para um encontro com integrantes do PSDB do Alto Tietê. Na ordem do dia, a atual conjuntura política nacional e em São Paulo. A reunião foi organizada pelo coordenador regional do partido na Grandes São Paulo Leste, o prefeito de Mogi, Marcus Melo.

Drogas
Com uma palestra da secretária de Apoio Social ao Cidadão de São José dos Campos, Edna Lúcia de Souza Tralli sobre “Colegiado de Políticas Antidrogas”, será empossado hoje, às 10 horas, no auditório do prédio II da Prefeitura Municipal, na Rua Francisco Franco (antiga sede da UBC), o Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas. Uma próxima reunião servirá para escolha dos futuros dirigentes do grupo.

Aniversário – 1
Os 37 anos do padre cantor Alessandro Campos serão comemorados com uma missa, celebrada por ele próprio, no Santuário Diocesano do Amor Misericordioso, no Jardim Santa Tereza, às 8 horas de domingo, com transmissão ao vivo pela Rede Viva. “Será uma volta às origens, pois foi nesta igreja que minha vocação nasceu e cresceu. Foi no bairro onde me criei”, disse ele.

Aniversário – 2
Ainda no domingo, por volta de meio-dia, o religioso deverá reunir cerca de 300 pessoas para um almoço no salão social do Clube de Campo de Mogi das Cruzes. Num palco montado no local irão se apresentar artistas sertanejos sempre presentes em seus programas na televisão, entre eles, Leyde & Laura, Carlito & Baduí, Adriana Farias, Marcelo Costa, Trio Boca Quente, além da banda que acompanha padre Alessandro em seus shows pelo País.

Frase
O risco político de se fritar um aliado que sabe muito é que, ao cair, ele pode decidir não sair pela porta dos fundos do palácio.
Vera Magalhães, comentarista política do Estadão, sobre a fritura do ministro Gustavo Bebianno pelo governo Bolsonaro