CASO

TJ dá liberdade provisória a acusado de fornecer munição utilizada no massacre de Suzano

TREMEMBÉ Apesar de pedido, Márcio Masson segue preso. (Foto: arquivo)

Preso por suspeita de fornecer a munição utilizada pelos autores do massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, Marcio Germano Masson conseguiu na justiça o direito de responder a este processo em liberdade. Porém, ele permanece preso no presídio de Tremembé, no Vale do Paraíba, porque quando foi detido, no início de maio deste ano, Masson tinha munição e armas em casa, e então responde também pelo flagrante de porte ilegal de armas.

O advogado de defesa do acusado, Wendell Ilton Dias, sustentou no pedido de habeas corpus que não há provas “contundentes” de participação do suspeito nos oito homicídios consumados e 11 tentativas do atentado à escola praticados por Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, em 13 de março deste ano. Além disso, a justiça considerou que o acusado é proprietário de uma clínica, tem residência fixa, é casado, tem filhos e não ostenta outras passagens pela polícia.

O juiz Fernando Augusto Andrade Conceição, da 2ª Vara Criminal de Suzano acatou o pedido mas, no entanto, determinou medidas cautelares a Masson, como se apresentar mensalmente no fórum, informar o endereço em que reside, e não se ausentar de Suzano por mais de oito dias sem informar à justiça. O curso do processo continua normalmente.

O advogado do acusado disse que já entrou com o pedido de habeas corpus também no processo de porte ilegal de armas, mas ainda não teve um retorno. “O meu cliente não se exime da culpa de ter repassado as munições ao Cristiano Cardias. Ele é mecânico, tem a sua oficina, e disse para ele que queria a munição apenas para proteger o seu comércio. Em nenhum momento ele imaginou que a arma seria vendida para tal fim. Tanto que, no inquérito, não há nenhuma ligação ou mensagem trocada entre os dois que fale disso”, detalhou.

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AÇÃO Empresas parceiras do Ecofuturo investem R$ 2,7 milhões na reforma da escola Raul Brasil. (Foto: divulgação)

Atualmente a Escola Estadual Raul Brasil – alvo de um massacre que deixou duas funcionárias e cinco alunos mortos, e outros 11 estudantes feridos, no dia 13 de março deste ano, em Suzano -, é reformada. A obra tem término previsto para março de 2020. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o objetivo da medida é fazer com que os alunos tenham uma nova relação com a escola.

Neste período cerca de 2,3 mil alunos serão alocados na Faculdade Piaget, localizada aproximadamente a um quilômetro da Raul Brasil. Um prédio da instituição de ensino foi destinado exclusivamente aos alunos por meio de um contrato de aluguel com valor mensal de R$ 44 mil.

Já as obras na escola terão custo aproximado de R$ 2,7 milhões. O valor é patrocinado por empresas parceiras por meio do projeto Ecofuturo, do Instituto Ecofuturo.

Segundo nota da secretaria, a escola deve receber a construção de áreas novas, “incluindo um auditório, espaço para tatame e sala para criação de projetos em 3D, a reforma das salas de aula, do Centro de Ensino de Línguas (CEL), dos banheiros, cantinas e salas de leitura e informática”.

A pasta garante ainda que será criada uma nova área destinado ao uso comum, com ambientes de lazer e descanso, além de espaço destinado à prática esportiva, aulas ao ar livre e bicicletário.


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