Toyota Hilux aprimora lado robusto

Toyota Hilux evoluiu no conforto, principalmente, nessa nova geração, que chega em diversas versões de acabamento ao mercado / Foto: Luiz H Pereira – Autopress e Divulgação

Na oitava geração do utilitário Hilux, uma preocupação da Toyota foi aprimorar as características de robustez tradicionalmente reconhecidas em seu modelo. O trabalho começou com a criação de uma plataforma mais reforçada, com aços de maior espessura. O conjunto suspensivo também é completamente novo, mais reforçado e com maior curso que o da Hilux de sétima geração. Mas não bastava simplesmente ser mais forte que a anterior. Era preciso também parecer mais forte. Essa foi a orientação dos designers, que explicitaram a robustez da picape em todos os detalhes.

A grade frontal é estreita e forma uma interessante linha contínua com os faróis. Na versão SRX, os faróis são de LED, com projetor e ajuste automático de altura, além de luzes diurnas também em LED. Nas demais versões, os faróis são halógenos. O capô recebeu vincos bem marcados, que se harmonizam com a grade frontal e o conjunto ótico dianteiro.

Na lateral, uma linha dinâmica integra a parte frontal à traseira. A versão SRX é equipada com novas rodas de liga leve de 18 polegadas, enquanto as versões SRV e SR trazem rodas de liga leve de 17 polegadas. Já as versões STD possuem rodas de ferro de 17 polegadas. Na traseira, destacam-se as novas lanternas, mais verticais. As versões SR, SRV e SRX contam com a maçaneta de abertura da tampa cromada. Nela está integrada a câmara de ré.

Se, por fora, a ideia foi explicitar o vigor, no interior da Hilux a prioridade é o conforto. O acabamento interno é requintado para uma picape. Nas versões SRX e SRV, um friso metálico cruza o painel de instrumentos de ponta a ponta. A iluminação do painel de instrumentos é na cor azul. Desde a versão de entrada, a Hilux conta com direção hidráulica progressiva, ar-condicionado, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, medidor de economia de combustível, aviso sonoro de chave na ignição e luzes acesas, limpador do para-brisa com temporizador e nivelador dos faróis.

As versões SR, SRV e SRX possuem central multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, com funções de rádio, DVD, MP3, entrada auxiliar de vídeo e que fornece informações de consumo de combustível, além da câmera de ré, para facilitar manobras de estacionamento. As versões SRV e SRX também contam com navegador GPS e TV digital. O Smart Entry System, que permite desbloquear as portas com a simples pressão do botão na maçaneta, é exclusivo da versão top SRX, assim como o botão Push Start, para ligar e desligar o veículo.

A motorização para todas as versões é a 2.8 litros TDI 6 turbodiesel com intercooler, e todas elas possuem tração 4X4. O câmbio é manual de seis velocidade automático de seis marchas, com opção de acionamento manual das marchas na manopla. A transmissão automática possui dois modos de funcionamento: Eco Mode, que privilegia o consumo, e Power Mode, que valoriza mais o desempenho. Embora seja menor que o motor 3.0 anterior, o propulsor 2.8 tem seis cavalos a mais – 177 cv a 3.400 rpm – de potência. No torque, a variação é mais expressiva: aumento de 22% na versão com transmissão manual – 42.8 kgfm entre 1.400 e 2.600 rpm – e de 31% na versão com transmissão automática – 45.9 kgfm entre 1.600 e 2.400 rpm.

Depois da versão chassi cabine – usada para a construção de pequenos caminhões -, que parte dos R$ 114.860, a versão STD cabine simples manual é a mais barata. Começa em R$ 118.690. Com cabine dupla, o preço da STD sobe para R$ 130.960. A SR custa R$ 162.320, a SRV tem preço de R$ 177 mil e a nova topo de linha SRX sai por R$ 188.120. A picape desembarca essa semana nas concessionárias brasileiras da marca somente em versões movidas a diesel. Já as versões flex da linha 2016 chegarão apenas no segundo semestre de 2016. (Luiz Humberto Pereira/AutoPress)

PONTO A PONTO

Desempenho – O novo motor 2.8 litros possui quatro cilindros em linha, com turbo compressor de geometria variável (TGV) e intercooler. Disponibiliza 177 cv de potência e robustos 42,8 kgfm de torque, o que dá e sobra para deslocar a picape média de maneira ágil. Nesse aspecto, essa geração evoluiu bastante em relação à anterior. Nota 8

Estabilidade – Apesar de ser pesada e alta, a Hilux faz curvas em alta velocidade com elegância, sem “rebolar”. No asfalto e no uso urbano, a picape se comporta quase como se fosse um carro de passeio. O acerto do conjunto suspensivo é notável. No off-road leve, transmite confiabilidade e filtra bastante as irregularidades do piso. Nas trilhas mais radicais, o utilitário ultrapassa obstáculos “cascudos” com autoridade e sem dar sinais de estresse. Nota 9

Interatividade – Os comandos da Hilux não incomodam e tela de sete polegadas é bem posicionada e favorece a visualização do motorista. Os vidros traseiros contam com acionamento elétrico em todas as versões. Há diversas alças para que os passageiros se segurem nas trilhas mais radicais. Nota 8

Consumo – Segundo a Toyota, os dados de consumo que serão informados pelo Inmetro são 9,03 km/l em trecho urbano e 10,52 km/l em uso rodoviário, para a picape automática. Com transmissão manual, os resultados ficam em 9,3 km/l e 11,5 km/l, respectivamente. Nota 8

Tecnologia – Em termos de segurança, além dos freios ABS com EBD, todas as versões contam com Assistente de Frenagens Emergenciais (BA). As versões de cabine dupla têm cintos de segurança de três pontos e três apoios de cabeça no banco traseiro, além de Isofix para ancoragem de cadeira de criança. As versões SRV e SRX vêm com Controle de Tração Ativo (A-TRC), Controle de Estabilidade (VSC), Assistente de Reboque (TSC), Assistente de Partida em Rampas (HAC) e luzes de neblina. O Assistente de Descida em Ladeiras (DAC) é de série apenas na top SRX. Nela, além dos airbags frontais obrigatórios, são acrescidas bolsas de joelhos para o motorista, laterais para motorista e passageiro da frente, além de airbags de cortina. Já no campo do lazer, o destaque tecnológico das versões SR, SRV e SRX é o dispositivo multimídia, que concentra funções de DVD, MP3, entrada auxiliar de vídeo e ainda fornece informações de consumo de combustível e câmera de ré. Nas versões SRV e SRX, também é possível ver ali o navegador GPS e a TV digital. Nota 9

Conforto – O “upgrade” da Toyota Hilux é inegável. Os bancos e volante contam com regulagem de altura e profundidade e é fácil achar uma boa posição para dirigir. O habitáculo remete mais aos SUVs que às picapes. A suspensão teve um ajuste elogiável e absorve de forma impressionante os eventuais desnivelamentos do piso. Nota 8

Habitabilidade – Apesar de um tanto alta, a Hilux conta com alças que ajudam a acessar o habitáculo. Uma pequena falha fica por conta das alças do banco de trás. Elas são fixas – alguns concorrentes adotam alças retráteis – sobre o vão da porta e um pouco maiores que as dos modelos anteriores, provavelmente para permitir uma “pegada” mais segura. Ocorre que, por conta do tamanho mais avantajado da peça, não é difícil acertá-la com a cabeça na entrada ou na saída do veículo ou durante os sacolejos no off-road, principalmente para quem tem mais de 1,80 metro de altura. Se bem que os bancos traseiros não seriam muito recomendáveis para alguém acima dessa altura, que bateria com a cabeça no teto no primeiro buraco que surgisse pelo caminho. Nota 8

Acabamento – Outro ponto onde a Hilux evoluiu de forma expressiva. As costuras são caprichadas e os revestimentos transmitem sensação de qualidade. O padrão é superior ao encontrado no segmento. Nota 9

Design – As formas valorizam a robustez do modelo, que se tornou mais “musculoso” e parece ser maior do que realmente é. Detalhes sutis, como o acabamento fosco na grade frontal, ajudam a conferir requinte ao conjunto. Um ponto negativo fica nos vidros das portas traseiras das versões cabine dupla. Uma parte do vidro é fixa, separada da parte que se abre por um friso preto, uma solução estética um tanto anacrônica e com ar de improvisação. Pelo padrão da picape da Toyota, algo esteticamente mais criativo seria adequado. O interior é bastante elegante. Nota 8

Custo/Benefício – A Hilux jamais foi uma picape barata e a Toyota não tem planos para que ela passe a ser. Mas, no segmento de picapes médias a diesel, a confiabilidade do conjunto conta bem mais de que alguns reais a menos no preço. Os consumidores que estão “contando tostões” nem cogitam os modelos diesel, que são expressivamente mais caros que as versões a gasolina ou flex. Nota 7

Total – A nova Hilux recebeu 82 pontos em 100 possíveis.


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