PARALISAÇÃO

Trabalhadores farão greve nacional sexta

(Foto: arquivo)
EM ALERTA Usuários dos trens da CPTM em Mogi das Cruzes e região devem ficar atentos para a paralisação de trabalhadores das linhas 11 Coral e 12 Safira. (Foto: Eisner Soares)

Está prevista para esta sexta-feira uma greve nacional que deverá ser aderida por diversas classes trabalhadoras. Os motivos da paralisação geral são os cortes na educação e a Reforma da Previdência da maneira que está sendo proposta. Em Mogi das Cruzes, portanto, os efeitos também poderão ser sentidos pela população. Isso porque os sindicatos dos Rodoviários e o Central do Brasil, além do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) já sinalizaram a favor do movimento.

Diretor de Imprensa do Sindicato dos Rodoviários de Mogi, Reginaldo Paccini, reforça que a decisão não foi municipal, já que foi tomada em uma plenária nacional e os sindicatos menores a acataram. “Nós aceitamos e vamos participar desse protesto que deve ser pacífico. Lutamos contra esse modelo de retirada dos direitos dos trabalhadores, porque entendemos que vão existir somente três aposentadorias: a dos militares, dos políticos e dos juízes. E desta forma tiram o que podem do proletariado e a gente não concorda com isso”, disse.

Com a decisão tomada, os ônibus municipais e intermunicipais não estarão em funcionamento durante toda a sexta-feira. O mesmo acontece com os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, já que na semana passada o Sindicato Central do Brasil – que representa as linhas 12-Safira, 13-Jade e 11-Coral, que liga Mogi à Capital – também já confirmou que decidiu pela greve.

“Os trabalhadores já estão conscientes e informados e a grande maioria concorda com a paralisação. Essa é uma oportunidade de mostrarmos a força que temos, porque as categorias estão unidas nesse processo. Todos sabem que perderemos com isso e que não podemos pagar a conta sozinhos”, frisou Paccini. Lourival Pereira dos Santos Junior, secretário de imprensa do Central do Brasil disse também que entende que a reforma seja necessária, mas que as conversas com os trabalhadores devem acontecer, já que ela não está sendo proposta de maneira democrática.

Educação

Outro ponto da manifestação são os cortes que vêm sendo efetuados na Educação pelo Governo Federal. Conselheira da regional da Apeoesp, Inês Paz, lembra ainda que o protesto também é para mostrar que os professores são contra a maneira como o Governo Estadual vem tratando a educação como uma “empresa” e um “negócio”.

Lembrando que as últimas manifestações dos educadores em Mogi tiveram uma adesão de quase 80%, ela acredita que desta vez muitos deles deverão participar. Amanhã, haverá uma panfletagem de conscientização nas estações da CPTM e na sexta-feira os professores se concentram às 9 horas, para que às 10 horas seja iniciada uma caminha no Largo do Rosário. Os estudantes também são contra as medidas que estão sendo tomadas e, por isso, vão se reunir no Largo do Carmo para depois irem ao encontro com os professores.