COMPLICADO

Trânsito de César gera problema

ALERTA Quem não usar via de acesso à escola ou formar fila dupla será multado. (Foto: arquivo)
ROTINA Motoristas enfrentam lentidão e confestionamento na avenida Francisco Rodrigues Filho. (Foto: Eisner Soares)

Nos últimos anos, os mogianos que se deslocam de César de Souza à região central de Mogi ou fazem o caminho contrário em horários de pico pela manhã, na hora do almoço e final de tarde não encontram outra saída a não ser enfrentar congestionamentos em vários pontos. Os principais gargalos no trânsito se concentram nas avenidas Francisco Rodrigues Filho e João XXIII, que ligam o distrito ao Nova Mogilar e César ao Socorro, respectivamente; no trecho da via Perimetral que dá acesso à rotatória da rodovia Mogi-Guararema; e na avenida Ricieri Marcatto, principal ligação entre a Francisco Rodrigues Filho e a João XXIII.

Quem vive esta realidade diariamente percebe que a situação tem ficado ainda mais complicada devido do excesso de veículos na área, implantação de novos empreendimentos imobiliários e escolas. Apesar de medidas paliativas adotadas para minimizar os impactos gerados pelo aumento da circulação nestes pontos, a única aposta para solucionar o problema está na criação de rotas alternativas previstas no projeto Mogi + Ecotietê, atualmente em fase de aprovação de financiamento e previsto para ser concluído até 2024. Nesta semana, a Prefeitura apresentou o projeto a técnicos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) em busca de recursos para o investimento previsto em R$ 365,3 milhões.

Uma das propostas do projeto é criar rotas alternativas como a abertura de via paralela à linha ferroviária e à avenida João XXIII.

Enquanto isso, a lentidão e o trânsito carregado faz parte do cotidiano de quem precisa se deslocar rumo ao trabalho, escola ou outros compromissos. “Todos os dias é a mesma coisa e não adianta buscar caminhos diferentes, porque ou você pega congestionamento de mais de um quilômetro na Francisco Rodrigues Filho sentido Nova Mogilar, desde as proximidades da rotatória onde há uma escultura em sucato no formato de pomba até o Habib’s, ou na Ricieri Marcatto até cruzar a linha do trem e depois novamente da Elgin até o Shopping. Não tem jeito”, revela a comerciante Janaína da Costa Prado, 42 anos, que mora em César e precisa vir ao centro diariamente para trabalhar.

Situação semelhante enfrenta a professora Sueli Saraiva, 48 anos, que também reside no distrito e leciona em uma escola do Mogilar. “Preciso sair bem mais cedo de casa para conseguir chegar no horário por causa do volume de trânsito. Algo precisa ser feito com urgência porque é horrível passar por isso todos os dias”, lamenta ela, que antes de iniciar o expediente ainda deixa os dois filhos na universidade. “Vamos pela manhã. Na hora do almoço fico por lá e eles também vão trabalhar no centro, mas na volta, por volta das 18 horas, pegamos todo este trânsito novamente até em casa. E no dia seguinte tem tudo de novo. É desanimador”, conclui.

O eixo formado pelas avenidas Francisco Rodrigues Filho, João XXIII e a Perimetral sofre o impacto do adensamento populacional de César. Esse é um dos corredores que registra grande aumento de veículos e alvo de estudos para pontos nevrálgicos. Por dia, o trecho inicial do Nova Mogilar recebe 78 mil veículos.