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Trem Intercidades pode deixar Mogi fora da rota

Ainda não se sabe se o TIC usará os trilhos da CPTM, ou o ramal do Parateí

O governador João Doria (PSDB) está jogando pesado para retomar os investimentos no setor ferroviário de passageiros no Estado de São Paulo. E, para isso, vem negociando com o Governo Federal a utilização compartilhada dos trilhos com empresas do setor para que possa dar início ao seu ambicioso projeto do Trem Intercidades (TIC), cujas primeiras concorrências deverão ser abertas no primeiro semestre do próximo ano. As licitações que já estão sendo preparadas deverão definir quais as empresas ferroviárias deverão explorar o transporte de passageiros nos percursos entre a Capital e Campinas e até o Vale do Paraíba. As negociações para a interligação com Campinas estão bem mais adiantas. Segundo Doria afirmou em entrevista a jornalistas do interior, nesta semana, em São Paulo, a Rumo Logística, concessionária de cargas que controla as vias férreas na região campineira, deve assinar, no dia 5 de julho, um aditivo ao contrato com o Governo Federal que prolonga a sua concessão de exploração em troca da permissão para o compartilhamento das vias com trens de passageiros. Além de servir à Região Metropolitana de Campinas, o trem deverá seguir até Americana. “Faremos isso também com o Vale do Paraíba. As duas linhas serão licitadas ao mesmo tempo, já devidamente autorizadas pelo Governo Federal. O sistema ferroviário será muito incrementado em São Paulo, com recursos privados. O governo estadual não vai fazer investimento público nisso. Vai fazer a captação de investidores internacionais, muito provavelmente chineses ou espanhóis, ou um conjunto deles”, disse Doria, que não deu mais informações sobre o trajeto a ser utilizado para se chegar até o fundo do Vale. Segundo o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), que participa das negociações com o Ministério da Infraestrutura e Serviços, “os serviços de passageiros deverão chegar até onde for economicamente possível. Os terminais de passageiros vão ser alocados aonde for mais viável: Taubaté, São José, Aparecida, até onde a viabilidade econômica nos mostrar que é possível, o trem de passageiros vai chegar”, disse. Só não definiu se os trens de passageiros virão por Mogi, dividindo espaço com os subúrbios, ou se utilizarão o ramal do Parateí, o que alijaria a cidade dessa melhoria. Uma questão para entrar no radar de deputados que representam Mogi e região na Assembleia e Câmara. A hora de colocar o trem na rota de Mogi é essa, antes que a licitação seja realizada.

No comando

O vereador Mauro Araújo recebeu do comando estadual do MDB a missão de coordenar a atuação regional do partido junto ao Alto Tietê, ABC e Litoral Norte, com vistas às futuras eleições municipais. Os primeiros contatos vêm sendo feitos, mas em Mogi das Cruzes, pelo menos, o trabalho estaria bem adiantado. Araújo garante que está de posse de uma relação de 26 virtuais candidatos a vereador pelo partido no pleito do próximo ano.

Preparação

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Mogi está preparando o lançamento do projeto Desenvolve Mogi, destinado à requalificação de mão de obra para atender à demanda das empresas da cidade. A ideia é aproveitar o período de crise para preparar jovens e adultos, oferecendo-lhes formação técnica de qualidade, para que estejam prontos para assumir as vagas a serem abertas quando o País retomar o crescimento, logo que as reformas forem aprovadas pelo Congresso.

No Pico

A notícia de que o Pico do Urubu poderá ganhar um mirante chamou a atenção do leitor deste jornal, Benedito Fernandes. Ele conta que, visitando outras cidades, sempre vê nos mirantes alguma obra que seja uma espécie de símbolo que ajuda a contar a história daquele município. Por isso, ele defende que no futuro mirante seja construída uma cruz bem alta e iluminada, que possa ser observada de todos os pontos da cidade e até da região. Proposta semelhante àquela que o advogado Sylvio Pires defendeu na virada do milênio, para um outro extremo da Serra do Itapeti.

Rumo ao ES

Quatro alunos de Jornalismo da UMC, finalistas da Expocom Sudeste 2019, com o trabalho “Violência Obstétrica – O que ninguém fala”, documentário radiofônico que relata histórias de mulheres vítimas de agressões durante o parto, estão realizando uma vaquinha eletrônica para ajudar nas despesas de viagem. O grupo pretende viajar para Vitória para apresentar o trabalho, entre os dias 3 e 5 de junho, na Universidade Federal do Espírito Santo, onde acontecerá a Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação. Para colaborar: http://vaka.me/575378 .

Frase

As consequências desta aprovação serão o reequilíbrio das contas públicas, a devolução da confiança dos investidores na economia, o retorno dos investimentos do governo e geração contínua de empregos.

Odair Senra, presidente do Sinduscon-SP, a favor da reforma na Previdência Social