DESDOBRAMENTO

Trio que assassinou motorista de aplicativo em Suzano agia há três meses

PERIGOSOS Ana Karoline, Isaias da Silva e Jonatas Rodrigues tiveram a prisão temporária decretada: suspeitos de outros roubos. (Fotos: divulgação)
PERIGOSOS Ana Karoline, Isaias da Silva e Jonatas Rodrigues tiveram a prisão temporária decretada: suspeitos de outros roubos. (Fotos: divulgação)

Os três assaltantes que mataram a tiros, na madrugada de sábado, em Suzano, o motorista de aplicativo Osmar de Souza Prado, de 36 anos, na madrugada do último sábado, durante assalto em Suzano, não foram apresentados à imprensa, na tarde desta quinta-feira, na coletiva realizada na Seccional de Mogi das Cruzes, no bairro do Shangai. O delegado Rubens José Angelo, titular do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa), no entanto, responsável pela elucidação do latrocínio (matar para roubar) com apoio de sua equipe, apontou que “foi por pura maldade” a motivação do crime. Os acusados que confessaram os delitos são Ana Karoline Martins Rechinski, de 21 anos, Isaias da Silva Santos e Jonatas Alves Rodrigues, ambos de 18 anos.

Ele detalhou que o trio que reside em Jundiapeba com suas famílias agia há cerca de três meses. “Os três assaltantes não tinham sempre a meta de assaltar motoristas de aplicativos. O que aconteceu foi uma coincidência, segundo disseram nos interrogatórios”, disse o titular do Setor de Homicídios.

O delegado Rubens José Angelo, titular do SHPP apresentou o caso em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira. (Foto: Eisner Soares)

A autoridade explicou que na avenida Governador Mário Covas, no Jardim Lincoln, em Suzano, interceptaram o carro do motorista Osmar. “Eles anunciaram o roubo e o motorista que transportava duas passageiras (Lilian Feitosa e Dirce de Andrade) resolveu acelerar o seu veículo na tentativa de escapar”, contou Rubens.

Isaias efetuou os três disparos, vindo a atingir a vítima Osmar que morreu no local. As passageiras, não ficaram feridas”, completou o delegado.

Na sequência, o trio fugiu em um automóvel de cor vinho, mas antes roubou dinheiro e celular, sendo que nas imediações assaltou outro motorista de aplicativo Elton Braz de Oliveira, de 37 anos.

A Polícia Militar os perseguiu e os prendeu em Santa Isabel. Os acusados foram autuados em flagrante na Delegacia de Arujá por porte ilegal de arma e associação criminosa.

Ana Karoline foi transferida para a Penitenciária de Franco da Rocha, onde já esteve presa por tráfico de drogas e receptação. O delegado Rubens contou que “em certa ocasião, Ana também foi detida por tentar ingressar com celular no prsídio”.

Para ele, Ana tentou justificar os seus ataques criminosos, dizendo que “não tem serviço e precisa de dinheiro para sobreviver”.

A jovem se juntou com Isaias para praticar roubos na região de Mogi, Arujá e Santa Isabel. O comparsa entrou na marginalidade quando tinha 15 anos, em Jundiapeba. “Após ser advertido por uma professora, ele incendiou o carro dela”, lembrou Rubens Angelo para descrever o perfil do bandido. Na época, foi sindicado em ato infracional por dano, desobediência e resistência à prisão. Já Jonatas na sua adolescência foi apreendido duas vezes por tráfico de drogas.

O delegado ressaltou ainda “que as buscas prosseguem, havendo troca de informações entre as delegacias, visando a elucidação de outros roubos praticados pelo trio, e também verificar se agiam com outros cúmplices”.

Os marginais foram presos em Santa Isabel e naquele momento Ana carregava uma arma de brinquedo e Isaias um revólver. No entendimento da autoridade, Ana guardava as armas no carro,m om qual era sempre pilotado por Isaias. Já a tarefa de Jonatas era a de recolher junto às vítimas os produtos que seriam roubados.

A Polícia também procura pelo autor da receptação dos veículos roubados pelo trio. “Estamos apurando e vamos chegar nele, pois seria o grande incentivador dos criminosos”.

Ao concluir o delegado Rubens disse que “se somadas as penas dos crimes, cada um dos envolvidos devem pegar 40 anos de prisão”. Ele acredita que “eles (marginais) podem passar por uma ressocialização na cadeia e terão oportunidades de se recuperarem, mas é difícil diante da violência que empregam durante os crimes”.

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