Turismo religioso

Os primeiros impactos da passagem de romeiros e cavaleiros pela Rota da Luz, que se inicia em Mogi das Cruzes com destino ao Santuário Nacional de Aparecida do Norte, no Vale do Paraíba, precisam servir de impulso para a adoção de medidas que sanem os problemas, logo no nascedouro, e garantam a continuidade do projeto turístico e religioso que mais deve beneficiar do que prejudicar a Cidade e seus moradores.Acertam os moradores do Distrito de Sabaúna e a Câmara Municipal ao chamarem a atenção para os inconvenientes gerados nestas primeiras semanas pela falta de infraestrutura no caminho recém criado pelo Governo do Estado como uma alternativa para os peregrinos que antes disputam espaço com carros e caminhões na movimentada Rodovia Presidente Dutra para seguir em caravana até o destino de fé e devoção.
Os cavaleiros e seus cavalos têm acampado, à noite, em frente à Estação Ferroviária de Sabaúna, e deixado a sujeira para trás. Os moradores do distrito não podem pagar o preço pela falta de pouso adequado para os caminhantes. De outro lado, a inconveniência não deve esmorecer, nem denegrir um projeto interessante tanto para os milhares de romeiros, que passaram a contar com um caminho mais seguro e aprazível para chegar aos pés de Nossa Senhora Aparecida, quanto para moradores do entorno da Rota da Luz SP. E o que fazer? Providenciar, o mais breve possível, meios de atender as necessidades naturais criadas pela passagem desses visitantes.
A Rota da Luz SP concorre para uma tendência do turismo mundial, que vê crescer a demanda de pessoas interessadas em conhecer e percorrer caminhos turísticos que aliem atrativos naturais, culturais, sustentáveis e de fé.
Agora, é hora de o Governo do Estado, realizador do projeto idealizado por Lu Alckmin, presidente do Fundo Social de Solidariedade, colocar sua expertise à disposição das comunidades e de investidores, com a oferta de suporte técnico, financiamento a empreendedores e etc., para que soluções como a instalação de pousos e pousadas adequadas sejam rapidamente conquistadas.
O destaque dado pela Câmara Municipal para uma queixa legítima dos moradores terá grande valia se o Poder Legislativo agir como ponte entre o Município, o Estado e a comunidade atendida e que mora ao longo da Rota da Luz. Outras questões deverão surgem nos próximos meses, com a divulgação dessa nova alternativa, também nas demais cidades por onde os romeiros, cavaleiros e ciclistas começam a percorrer. Mogi pode dar um bom exemplo. Desde que todos entendam o pioneirismo da Rota da Luz SP, evidentemente.


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