EDITORIAL

Um assunto para a eleição

“Mogi possui um Plano de Macrodrenagem. É preciso cumpri-lo”

Um dos grandes acertos da gestão municipal no combate às enchentes e alagamentos de Mogi das Cruzes foi a retirada de famílias de áreas de risco em bairros como o Jardim Layr, Oropó e Jardim Rodeio. Grande parte das vítimas que morreram com as chuvas de verão nas cidades castigadas em estados como Minas Gerais e Espírito Santo, vivia em locais sabidamente ameaçados pelo deslizamento de terras e/ou a correnteza das águas dos rios e córregos.

Em Mogi, outras ações de peso foram a construção do piscinão do Parque Santana (ainda faltam outros três) e a canalização dos córrego dos Canudos. Mas ainda há muito a ser feito para seguir as orientações do o Plano de Macrodrenagem de Mogi das Cruzes, elaborado em 2006 pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica da Poli/USP.

Obras estruturantes e não estruturantes são necessárias para conter os impactos da ocupação e da impermeabilização do solo. Avanços aconteceram, mas não significativos o bastante para preparar Mogi para os temporais.

Um dever de casa que a gestão pública tem obrigação de fazer é melhorar a limpeza desses rios e córregos, à falta dos recursos financeiros e do tempo necessário para executar os projetos estruturantes. Em 14 anos, por exemplo, o Lavapés teve apenas um quilômetro retificado.

Faltam ações básicas: retirar mato e o lixo das margens, conscientizar as pessoas sobre os efeitos de se jogar lixo nos córregos e melhorar as construções públicas e privadas para tornar o solo permeável.

Tudo isso é sabido. Problema é que as chuvas de verão passam, e logo as cobranças ao poder público caem no esquecimento.

O preço disso é alto.

Cidades brasileiras são arrasadas pelas chuvas neste início de 2020.

Mogi das Cruzes possui um Plano de Macrodrenagem. É preciso cumpri-lo. Esse é um bom assunto para a campanha eleitoral que se avizinha.


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