EDITORIAL

Um Instituto em Mogi

De Mogi das Cruzes, apenas o Instituto Julio Simões aparece entre os 148 integrantes do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), uma associação de investidores sociais do Brasil, criada em 1995, responsável por mapear a atuação desses organismos sociais nascidos na iniciativa privada brasileira.

Ao lado do Instituto Julio Simões estão projetos de grandes empresas e instituições financeiras, responsáveis pelo Investimento Social Privado (ISP) no Brasil. Em 2016, aponta um dos últimos censos da Gife, o setor aplicou R$ 2,9 bilhões em ações sociais e educacionais.

O Diário destacou um balanço do Instituto Julio Simões criado em 2006 com foco, entre outras coisas, na formação de voluntários e em parcerias com obras como a da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e da Estância Renascer Manuel e Maria, fundada por Elvira Simões.

O Instituto é um exemplo de ativismo social que merece ser reconhecido.

Além desses braços, o Instituto Julio Simões atua na preservação da memória de sua própria história e de Mogi das Cruzes, com a manutenção do Centro de Memória e Cultura Julio Simões.

No interior da sede da primeira empresa do grupo, no Distrito de Braz Cubas, os registros históricos da vida e obra do fundador, Julio Simões, são compartilhados com visitantes, no programa Você Quer, Você Pode, destinado especialmente a inspirar visitantes e estudantes da rede pública, que acessam detalhes da trajetória de um dos maiores exemplos de sucesso do empreendedorismo brasileiro.

O Centro de Memória apresenta um inventário da vida e dos feitos da família Simões, iniciados por Julio Simões [1928-2012], um português que chegou ao Brasil aos 11 anos, começou a trabalhar como mecânico e fundou uma das maiores empresas do ramo de transporte e logística, hoje presidida por Fernando Simões, e responsável por gerar milhares de trabalhadores e hoje, com atuação, além do Brasil, na Argentina, Chile, Venezuela e Uruguai.

O memorial deveria ser conhecido por mais mogianos porque muitos dos milhares de trabalhadores que passaram pelo grupo, na Cidade, têm uma pequena parte de suas vidas contadas ali.

De nossa parte, destacamos a importância de Mogi das Cruzes ter a sede de um instituto privado – quantas outras empresas poderiam, e não investem em um organismo social para prevenir e minimizar os impactos que produz?

Já na Região do Alto Tietê, além do Grupo Julio Simões, desde 1999, a Suzano Papel e Celulose mantém o Instituto Ecofuturo, voltado para a atuação ambiental e social.