Um problema a menos

Após um ano de espera, a liberação de R$ 2,3 milhões para as obras de restauro do Casarão da Coronel torna possível a recuperação de um patrimônio histórico e arquitetônico municipal, desocupado desde o início desta década e sujeito aos danos causados pela desocupação do imóvel. Para o local, são projetados um Museu Virtual e o novo prédio do Arquivo Histórico de Mogi das Cruzes. Desde o final de 2014, a Secretaria Municipal de Cultura vinha trabalhando no projeto de revitalização aprovado pelo Conselho Gestor do Fundo de Interesses Difusos (FID) da Secretaria da Justiça e da Defesa de Cidadania.Anteontem, a assinatura do convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura torna mais concreta a proximidade do restauro do casarão do século passado, localizado no número 142 da Rua Coronel Souza Franco, o único tombado como patrimônio histórico municipal para fins de preservação, nos últimos anos.
Após a desapropriação do prédio, concluída em 2011, a reforma do local enfrentou dificuldades financeiras e técnicas. A obra começou e parou. O telhado foi retirado e recolocado. O impasse sempre foi alto custo de intervenções em imóveis antigos, como esse, construído na década de 1920, e a falta de mão de obra especializada no mercado. Licitações lançadas não atraíram empresas interessadas, o que levou à busca desse recurso de R$ 2,2 milhões.
Nos próximos dias, será lançada uma nova licitação pública para a obra. Ver iniciados os serviços ainda nessa gestão é uma expectativa do prefeito Marco Bertaiolli (PSD). Já a conclusão e a operacionalização do projeto, no futuro, ficarão atadas à disposição do próximo prefeito.
Pela importância histórica e cultural do Casarão da Coronel será importante alinhavar, agora, compromissos e os meios legais, como a disponibilização de recursos financeiros no orçamento de 2017, que garantam o funcionamento Museu Virtual e do Arquivo Histórico.
Um registro arquitetônico desse porte, com ótima localização, próxima a conjuntos igualmente preciosos, como as Igrejas do Carmo e o conjunto de imóveis no Largo do Carmo, e com um apelo afetivo entre a população que o conhece ou ouviu falar dele, não pode permanecer do jeito que esteve nesses cinco últimos anos. Ele está ocioso, enclausurado entre tapumes, à mercê da deterioração.
O poder público conseguiu vencer o principal empecilho, a falta de dinheiro. Espera-se, agora, a continuidade das ações para salvar o Casarão da Coronel.


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