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Uma (ainda) eterna e incerta visão do futuro do comércio

O que mudou para o setor, entre 1987 e os tempos atuais?

“O comércio de Mogi das Cruzes não é diferente das demais cidades. Permanece o desconforto da incerteza de um futuro nebuloso. Diferente da discussão filosófica dos grandes gabinetes, nos centros comerciais interioranos – sem receber subsídios suficientes e profundos para que tenha uma visão segura de um futuro a médio prazo – o pequeno empresário acredita naquilo que se apresenta numa perspectiva de curto prazo, confiando sempre nas políticas propostas pelo Governo. A história mostra que o brasileiro sempre acreditou em todas as propostas que lhe foram anunciadas. Por isso paga muito carto, hoje, pelo fato de ter acreditado nas promessas dos ministros e dos políticos, corroboradas pelas vantagens que lhe foram oferecidas através das facilidades de poder crescer, em condição natural de qualquer indivíduo que trabalha. Na mesa do gerente do banco, a oportunidade de fazer crescer o seu negócio. Durou pouco, porém, a grande empolgação, e hoje temos a expectativa pouco animadora do futuro. Continuaremos, ao menos, na esperança de que nos deixem trabalhar em paz. Que a iniciativa privada tenha liberdade de gerir os negócios empresariais e, principalmente, na fé que temos em nós mesmos. Mas é necessário que os governantes meditem na realidade da nação e contribuam com sua cota de participação e sacrifício, passando a assumir suas responsabilidades, em todos os níveis, pois o poder só é lícito quando executado em favor do povo que o delegou.”

(Este artigo, com o título “A incerta visão do futuro”, de autoria do então presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes, Airton Nogueira, foi publicado na edição de 19 de maio de 1987, no jornal Síntese, editado à época pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Encontrado por sua mulher, Beth Nogueira, entre seus guardados, foi enviado à coluna, junto com o seguinte comentário: “Veja como tudo se encaixa nos dias atuais”. E não é que a Beth tem razão?)

Bombeiros

O pré-candidato a prefeito de Mogi pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Nelson Pedro Miguel, o Miguel Bombeiro, aproveitou o Dia Internacional da Amizade, comemorado no último dia 30, para anunciar o virtual candidato a vice-prefeito de sua chapa, o também bombeiro, tenente Castro. Em postagem numa rede social, a dupla mostra o possível slogan da campanha: “Miguel e Castro – Resgatando vidas”. Na campanha passada, Miguel, então no PMN, foi o terceiro colocado, com 7.325 votos, atrás de Marcus Melo, do PSDB (129.765 votos), e Gondim Teixeira, do Solidariedade (64.604).

Enem

Seis cidades do Alto Tietê sediarão as provas do Enem 2020, que, por conta da atual pandemia de Covid-19, foram transferidas para os dias 17 e 24 de janeiro do próximo ano. Mogi, Suzano, Poá, Itaquá, Ferraz e Arujá receberão alunos para os exames, que terão abertura dos portões ao meio-dia, fechamento às 13 horas, início das provas às 13h30 e término às 19 horas (dia 17, por conta da redação) e 18h30 (dia 24). Os candidatos serão obrigados a usar máscara durante todo o tempo das provas.

Ciclovia

A Câmara de Mogi está pedindo apoio do governo estadual para a implantação da ciclovia, ideia de ciclistas mogianos, que deverá ligar a estação ferroviária de Jundiapeba até a estação de César de Souza, no outro extremo da cidade, num total de 15,4 km. A julgar por outras promessas não cumpridas pelo atual governo – como melhorias na estrada da Volta Fria e a nova ponte sobre o Tietê –, por conta dos gastos com a pandemia, o apelo encabeçado pelo vereador Marcus Furlan (DEM) corre o risco de ir parar no fundo da gaveta de algum secretário de João Doria (PSDB).

Sem aulas

Se depender do resultado da consulta que a Secretaria de Educação vem realizando junto a pais de alunos da rede municipal de Ensino, a volta às aulas nas escolas municipais não acontecerá no início de setembro, como consta do protocolo divulgado pelo governo estadual. A consulta, que termina às 8 horas de segunda-feira, mostra que quase 90% dos votantes são contra a retomada das aulas ainda neste ano. Idêntico percentual indica que os pais não pretendem levar os filhos às escolas, caso se decida pelo retorno. O prefeito Marcus Melo (PSDB) disse à coluna que deverá seguir o resultado da consulta.

Frase

Hoje a cultura é hostilizada por tratar de temas que não interessam aos governantes. Ela fala de racismo, do antifacismo, dos direitos das mulheres.

Fernando Gabeira, colunista do jornal O Globo, do Rio de Janeiro


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