EDITORIAL

Uma cidade mais limpa

“A Prefeitura tem meta ousada – ampliar de 0,6¨% o índice de reciclagem para 20% em cinco anos”

Grande problema das cidades brasileiras, os lixões clandestinos podem ser reduzidos com a implementação e a popularização do Sistema de Logística Reversa, que obriga os fornecedores de eletroeletrônicos a darem uma destinação final adequada aos produtos sem uso. Hoje, grande parte materiais vai parar na coleta de lixo normal, em pontos viciados de descarte de lixo, ou dentro de córregos, rios, quintais descobertos, terrenos baldios. O resultado disso é a contaminação de mananciais, persistência de doenças causadas pela falta de saneamento.

Decreto do presidente Jair Bolsonaro institui em fevereiro um mecanismo que será de grande valia para retirar esses produtos de pontos inadequados e melhorar a qualidade ambiental das cidades. A legislação cria obrigações para os fornecedores, e também aos comerciantes e consumidores no descarte de mais de 200 produtos que são colocados – muitas vezes – no lixo comum. E, detalhe, são produtos que contêm, em seu interior, elementos tóxicos e contaminantes.

Não é o caso de Mogi das Cruzes, mas a grande maioria das cidades brasileiras não dispõe de meios como os ecopontos, a coleta de lixo seco e as operações cata-tranqueira.

Para muitas cidades, quando vigorar de verdade, a legislação irá combater um grande problema ambiental e de saúde pública.

Mogi avançou nesse aspecto quanto acabou com o lixão da Volta Fria e manteve ações para melhorar a coleta e elevar o índice de reciclagem desses produtos. Agora mesmo, o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Daniel de Teixeira Lima, prevê a instalação de novos 20 pontos de coleta desses itens, em parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos, a Abree, e a Cata-Sampa, organização que aglutina trabalhadores da reciclagem.

A Prefeitura tem meta ousada – ampliar de 0,6¨% o índice de reciclagem para 20% em cinco anos. Para isso, terá de superar o que tem sido feito até agora. Mesmo com as opções ofertas, a cidade tem vários pontos clandestinos de despejo porque porque a cultura de se jogar o lixo no terreno do outro, na rua ou no rio ainda é muito forte no dia a dia das pessoas.


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