EDITORIAL

Uma estrada mais segura

Uma sugestão que merece ser levada por nossos deputados e prefeitos ao Governo do Estado

Merece atenção a sugestão feita pelo leitor Sebastião Cruz Almeida, em nossa edição de domingo, na seção de Cartas, sobre os ganhos em segurança e conforto com a iluminação dos 10 quilômetros da Rodovia Mogi-Dutra (SP-88) entre Mogi das Cruzes e a Rodovia Ayrton Senna.

Além de atender o movimento rodoviário representado pelos milhares de veículos de passeio e comercial que cruzam o trecho a caminho do Vale do Paraíba, Litoral e São Paulo, a melhoria atenderia principalmente os oradores dos bairros mogianos que registram um franco crescimento das taxas de ocupação residencial, comercial e industrial, como o Taboão, Aruã, Moralogia, Itapeti, e todos os demais agrupados entre a divisa de Mogi, Suzano, Itaquaquecetuba e inclusive Guararema (Piatã, Novo Horizonte, Chácaras Guanabará).

Esses moradores estão ainda mais expostos aos acidentes do que os usuários pontuais da Mogi-Dutra – entre eles, há os que trabalham e estudam, e são obrigados a utilizar o acesso mais de uma vez dia.

Essa é uma demanda de especial impacto na vida dos mogianos. Não por acaso, o adensamento dessa região e as projeções de ampliação da ocupação territorial da cidade provocaram a criação de dois novos distritos no anteprojeto de lei do Plano Diretor de Mogi das Cruzes, o do Taboão e do Alto Parateí. A medida está ancorada nas previsões da expansão residencial e comercial – uma realidade em muitos desses bairros.

Ao lado da Rodovia Mogi-Dutra, ainda que se leve em conta as naturais restrições ambientais impostas pela presença da Serra do Itapeti em grande parte dessa faixa, esse crescimento nos bairros desse entorno se dará. E o principal acesso é essa estrada.

O nosso leitor indica a instalação da iluminação entre o perímetro urbano até a Rodovia Ayrton Senna como um meio também para se inibir os casos de assaltos da caminhões de carga.

Além disso, a Mogi-Dutra corta uma serra, que registra picos de neblina em suas partes mais baixas.

Sobre todos os aspectos, a iluminação seria bem-vinda. Ela valorizaria a passagem dos visitantes e dos moradores pela rodovia que, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) detém consideráveis índices diários de movimentação de veículos. No primeiro trecho, entre Arujá e a Ayrton Senna, passaram por dia cerca de 16,5 veículos em 2018. Dali até Suzano, o número mais do que dobra, 42.425, e desse ponto a Mogi das Cruzes, 45.147.

Trata-se, ao nosso ver, de uma sugestão que merece ser levada por nossos deputados e prefeitos do Alto Tietê ao Governo do Estado.

O Diário

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