EDITORIAL

Uma nova fase

A se manter a tendência de estabilização dos casos graves de Covid-19, Mogi das Cruzes deverá migrar da fase laranja para a amarela no Plano São Paulo, que estabelece as regras para a retomada das atividades sociais e econômicas.

Afirmações do médico e secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, no final de semana, confirmam um quadro epidemiológico mais favorável. Embora o número de casos confirmados esteja em alta, reflexo do reforço na testagem de massa, o índice de mortes registra leve queda.

Mesmo diante desse quadro, o secretário mantém o alerta: apesar das notícias, até a descoberta e aplicação da vacina, o novo coronavírus continuará fazendo vítimas entre as parcelas da população mais vulneráveis a ele, os idosos, pacientes crônicos, os profissionais da saúde e as populações mais pobres.

Ninguém sabe quando isso acontecerá. Isso equivale a dizer: a batalha continua com o enfrentamento das situações já conhecidas – sendo, a primeira delas, o combate à transmissão do novo vírus.

A maneira como as cidades e as pessoas agirem, seguirá determinando o ritmo da pandemia. Terá valia a disciplina das pessoas e também o pulso do poder pública na resolução dos conflitos de opinião sobre o que deve e o que não deve ser feito.

Todos dependemos do cumprimento dos pactos sociais, como o uso da máscara.

Estamos começando a sair de um dos campos dessa guerra, para entrar em outros terrenos minados. Porém, temos mais recursos para promover um equilíbrio de forças. Já se conhece, por exemplo, as primeiras fontes de contágio. A meta, agora, é evitar uma segunda onda dos casos.

Nesse aspecto, o isolamento social continuará sendo uma palavra-chave.

Nessa nova fase, o cidadão e o poder público vão dosar os comportamentos necessários para não colapsar a oferta dos serviços públicos – que acumula uma demanda em todas as áreas, saúde, educação – e nem interromper a proteção dos mais vulneráveis. A história, no futuro, dirá quem protegeu quem durante a pandemia.


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