INFORMAÇÃO

Uma questão de responsabilidade

A chegada do outono, que parece ter deixado para trás o período de chuvas mais intensas e intermitentes, abre novas perspectivas para as obras de prevenção contra deslizamentos de encostas na ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Bertioga. A provável melhor nas condições climáticas poderá oferecerá o cenário adequado para se executar aquilo que foi prometido e, até agora, ainda não executado: os estudos geológicos para apontar onde se encontram os pontos mais críticos no trecho da Serra do Mar e as obras a serem feitas para evitar, no próximo verão, a repetição dos problemas ocorridos nos últimos anos. Caberá ao Governo do Estado – leia-se DER –, assumir a frente de tal empreitada contratando os órgãos técnicos especializados, como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto Geológico de São Paulo, ou até alguma empresa do setor privado com condições de realizar os levantamentos necessários para o diagnóstico definitivo da situação de instabilidade das encostas da rodovia. Tais serviços, se executados com a rapidez que o problema exige, poderão facilitar a contrtação da empresa igualmente especializada para executar as obras preventivas necessárias contra as quedas de barreiras que tantos problemas têm causado aos usuários da estrada. Algo inaceitável para uma via de tamanho peso para a economia regional, em especial para o turismo. Ao cobrar o DER, mais uma vez, esta coluna volta a lembrar que só mesmo a sorte impediu que algum veículo fosse atingido por enormes pedras e grande quantidade de árvores e lama, vindas das encostas durante os deslizamentos já ocorridos na Mogi-Bertioga. Mais um alerta nesse sentido significa que se nenhuma providência vier a ser tomada, toda responsabilidade será do governo estadual, caso algo de mais grave venha a ocorrer no caminho para a Baixada Santista, de agora em diante. Com a palavra, as autoridades.

Cordiais

Não passou despercebido dos observadores mais atentos o clima de cordialidade verificado entre o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) e o prefeito Marcus Melo (PSDB), durante a visita do ministro Gustavo Canuto, de Desenvolvimento Regional, no último sábado, a Mogi. Os sinais de pacificação entre ambos puderam ser vistos desde a recepção, na sede da Prefeitura, onde estavam outras autoridades, com direito a café, suco e pão de queijo, até as visitas conjuntas a locais como Vila Dignidade, Residencial Itapeti (na Kaoru Hiramatsu) e Akimatsuri.

Adiado

O atraso no anúncio pela Casa Imperial, no Japão, impediu que o embaixador japonês Akira Yamada divulgasse, durante sua passagem pelo Festival Akimatsuri, no último sábado, a homenagem que será prestada ao empresário Fumio Horii. Segundo o vereador Pedro Komura (PSDB), o assunto já está decidido e o empresário já foi informado que deverá viajar para o Japão, onde receberá a honraria das mãos da família real japonesa.

Pesquisa

O instituto Paraná Pesquisas divulgou ontem o primeiro levantamento relativo à sucessão na Prefeitura de São Paulo. No principal cenário, a consulta estimulada apontou Celso Russomano em primeiro (22%), seguido de Fernando Haddad (15%), Márcio França (13%), Paulo Skaf (11%), Bruno Covas (8%), Joice Hasselmann (6%), Guilherme Boulos (3%), Andrea Matarazzo (2%), Gabriel Chalita (2%). Nenhum (14%) e não sabe (5%). A consulta ouviu 1.002 eleitores, entre os dias 2 e 5 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Professores

Um projeto de lei complementar de autoria do prefeito Marcus Melo começou a tramitar junto às comissões permanentes da Câmara de Mogi. A proposta inclui, numa só mensagem, o estatuto, plano de carreira e remuneração dos profissionais do magistério público do município. Em 72 páginas, são apresentadas as justificativas e manifestações dos órgãos municipais ligados ao assunto. Não há previsão para a proposta ser discutida e votada em plenário.

A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer.

Mário Quintana (1906-1994), poeta, tradutor e jornalista brasileiro