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Uma solução radical para o trânsito mogiano

Motoristas profissionais têm a saída para vencer os congestionamentos

Impedido de dirigir por conta de uma cirurgia na vista, o colunista aproveitou a semana passada para conversar com taxistas e motoristas de Uber, em número cada vez maior na cidade. E nada melhor que viagens desse tipo para sondar o que pensam aqueles que passam a maior parte do tempo circulando pela cidade, enfrentando as agruras de um trânsito cada dia mais complicado pelos mais diferentes fatores. Mas o assunto do dia, ou da semana que passou, era a alteração radical promovida pela Secretaria de Transportes na área do Shangai, proximidades da Passagem Subterrânea Osvaldo Crespo de Abreu, envolvendo mais diretamente as ruas Olegário Paiva e Navajas, além da Avenida Narciso Yague. Pessoalmente, confesso que tinha dúvidas sobre a eficiência das mudanças, mas sempre que os motoristas profissionais ficavam sabendo do que seria alterado – especialmente a mão de direção da Rua Navajas – abriam um sorriso de aprovação. Trânsito é assunto que sempre rende comentários e polêmicas. E foi durante as idas e vindas que me chamaram atenção idênticas opiniões manifestadas por vários motoristas. Sem qualquer estímulo que pudessem conduzi-los a tal conclusão, muitos bateram na mesma tecla. Para solucionar o eterno problema do trânsito, só com a adoção de um sistema de rodízio de veículos, de acordo com o final de placas, como já chegou a ser discutido na Capital. No caso, carros de placas com finais pares e ímpares circulariam em dias alternados. Pares hoje; ímpares amanhã, e assim sucessivamente. A ideia, a princípio um tanto radical, vem da sabedoria e experiência de quem convive diariamente com o caos do trânsito. Pode ser radical? Mas o que fazer, senão adotar medidas drásticas para uma situação aparentemente sem solução? E se a voz dos motoristas deve ser soberana em questões de trânsito, por que não avaliar mais seriamente e com profundidade a questão do rodízio? Com a palavra, o secretário dos Transportes.

Jovem padre
Aos 27 anos, o padre Jonatas Pereira Diniz assume, na noite de domingo (17), o cargo de quinto pároco da história de 68 anos da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Sabaúna, numa celebração a ser comandada pelo bispo, dom Pedro Stringhini. Jonatas é o mais jovem sacerdote a assumir o cargo de pároco na Diocese, cinco meses após a ordenação. Natural de Resende (RJ), está há três anos em Mogi e há dois na administração da Paróquia de Sabaúna, ainda como seminarista. Nesse período, resgatou a festa da padroeira do Distrito e atraiu a comunidade para as atividades da Igreja.

Exonerado
O sempre eficiente José Roberto Elias Rodrigues foi exonerado, neste início de semana, do cargo de diretor do setor de Limpeza Pública da Prefeitura de Mogi, após oito anos e meio de trabalho. Em rede social, ele agradeceu ao prefeito e secretários pela oportunidade. Sua saída teria sido motivada por desencontros pessoais com seu chefe imediato, o secretário Dirceu Lorena, de Serviços Urbanos.

Licitações
O prefeito Marcus Melo (PSDB) anunciou, ontem, a abertura de duas concorrências públicas, até o final desta semana. Uma delas para construção da futura Maternidade Municipal, em Braz Cubas, e outra para instalação de gradis de proteção no trecho canalizado do Córrego dos Canudos, na Avenida Paulo VI, em César de Souza. Esta obra é uma antiga reivindicação dos moradores do Jardim São Pedro, sempre prometida, mas não executada, desde os anos 80.

Mulher no comando
A delegada de Polícia aposentada, Vania Penezi Ahmad Bakr, é a primeira mulher no comando da Secretaria de Segurança de Itaquá e a única no cargo em todo o Alto Tietê. Ex-escriturária, escrivã e delegada por 26 anos, ele atuou em cidades como Botucatu, São Paulo, Carapicuíba, Santana do Parnaíba, Suzano, Ferraz e, finalmente, em Itaquá, onde encerrou a carreira. Seus planos: reestruturar a Guarda Municipal, melhorar condições do Canil, Defesa Civil e ampliar a Ronda Maria da Penha.

Frase
Esperteza quando é demais, engole o esperto.
Tancredo Neves (1910-1985), advogado, empresário e político mineiro, presidente da República eleito, mas não empossado