SITUAÇÃO

Valtra decide demitir 69 funcionários

DIFÍCIL Grupo Agco, ao qual pertence a Valtra, realiza ajustes nas plantas incluindo a de Mogi. (Foto: Eisner Soares)
DIFÍCIL Grupo Agco, ao qual pertence a Valtra, realiza ajustes nas plantas incluindo a de Mogi. (Foto: Eisner Soares)

Com a demissão de 69 funcionários da Valtra, em Braz Cubas, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes faz uma série de reivindicações à empresa. Para os colaboradores que foram dispensados, eles pedem seis meses de assistência médica e cartão cesta básica, quatro salários nominais e o pagamento de todas as verbas rescisórias. Para aqueles que vão permanecer no trabalho, a entidade quer garantir seis meses de estabilidade.

“Os trabalhadores já foram notificados e agora nós vamos lutar. Se a empresa não conceder vamos acampar aqui até quinta-feira, que foi o dia que eles pediram como prazo, mas não queremos adiar, queremos uma resposta imediata. Eles nos disseram que agora já demitiram todos que precisavam e que não vai ter mais dispensa, mas nós ficamos com receio, não sabemos se dá para acreditar”, disse o vice-presidente do Sindicato, Davi Martins de Carvalho.

Segundo informações do mercado econômico, o setor de máquinas agrícolas sofreu queda de 27% até o mês de agosto, se comparado com o ano passado. Todas as empresas líderes de mercado no ramo de montadoras, como John Deere, New Holland, Valtra e Massey Ferguson estão promovendo ajustes por considerarem o ano praticamente perdido do ponto de vista das máquinas, em razão, principalmente, do atraso na liberação de financiamentos agrícolas, via Finame, por parte do governo federal.

Essa situação provocou uma queda na aquisição de máquinas e equipamentos por parte dos agricultores. Conforme notícias dos meios econômicos, o grupo Agco, ao qual pertence a Valtra, vem realizando uma série de ajustes nas plantas mantidas em cidades como Ribeirão Preto, Mogi, em São Paulo, e Santa Rosa e Canoas, no Rio Grande do Sul, para ajustá-las às novas realidades do atual mercado.

Até o fechamento desta matéria, a Valtra não respondeu aos questionamentos da redação.


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