EDITORIAL

Vamos falar sobre o lixo?

A sujeira que se transformou em uma montanha com 68 toneladas de detritos no leito do rio Tietê, na altura da ponte da avenida Prefeito Carlos Alberto Lopes, no Jardim Rodeio, colocou em foco um grave problema da cidade: o lixo jogado nas ruas, em córregos e ribeirões, nos terrenos baldios, no espaço público.

O problema pontual foi solucionado após as reportagens e cobranças feiras por este jornal e a intervenção da Delegacia do Meio Ambiente e do Ministério Público. Mas, o lixo continua sendo encontrado em outros pontos do rio, em outros cursos d’água, e etc.

Do palanque do Legislativo, o vereador Antonio Cuco Pereira defendeu a reforço da fiscalização e a realização de uma ampla campanha de conscientização.

“Vemos uma grande quantidade de garrafas plásticas, sacos plásticos, todo tipo de lixo e até móveis nas calçadas e ninguém toma providências. Temos o Cata-Tranqueira para recolher este material, mas a quantidade de objetos só tem aumentado nas ruas. Precisamos de um trabalho conjunto entre a Prefeitura de Mogi, a Câmara e a população para minimizar este sofrimento”, disse o vereador.

A sujeira jogada em qualquer lugar que não o lixo tem origem no passado, quando a conscientização sobre a limpeza urbana inexistia e a ocupação das cidades não tinha o desenho atual – as pessoas tinham espaço e jogavam os detritos no terreno alheio. Tempos depois, com o início da coleta do lixo, os lixões vigoraram. O encaminhamento a aterros é coisa nova – tanto que uma grande parte dos municípios brasileiros ainda possui os lixões.

Com a estrutura atual da cidade – coleta de lixo, ecopontos, cata-tranqueira – a barreira de lixo no Tietê é injustificável. Acerta o vereador Cuco Pereira ao cobrar mais fiscalização e campanhas de conscientização. Falta mesmo se falar mais sobre o problema, encontrar meios de ampliar a fiscalização e penalizar quem joga tanto lixo no lugar errado. As dezenas de pontos viciados do lixo são um péssimo retrato dessa situação. É preciso punir quem suja a cidade, e educar quem ainda vive como no século passado.


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