ATUALIZADO

Vereadores mogianos presos por suspeita de corrupção são transferidos para penitenciária de Tremembé

*A matéria foi atualizada às 18h20 desta quarta-feira para acréscimo de informações

Após cinco dias na Cadeia Pública de Mogi, os quatro vereadores investigados pelo Ministério Público (MP) por suspeitas de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro foram transferidos na manhã de quarta-feira (9) ao complexo penitenciário de Tremembé, no Vale do Paraíba. O Tribunal de Justiça autorizou as prisões preventivas a partir do último dia 4 e definiu prazo de 10 dias para apresentação da denúncia por parte da promotoria. A defesa de Pablo Bezerra, um dos empresários citados, deu entrada nesta quarta-feira com pedido de habeas corpus.

Os vereadores Diego de Amorim Martins, Diegão (MDB), Jean Lopes (PL), Mauro Araújo (MDB) e Pastor Carlos Evaristo (PSB) foram levados em uma viatura da Polícia Civil, que tem capacidade maior para transporte de detentos. Francisco Bezerra, o Chico Bezerra (PSB), continua em prisão domiciliar. Antônio Lino (PSD) teve o mandado de prisão expedido, mas ainda não se apresentou e é considerado foragido pelo MP. Os salários de todos estão suspensos desde a última sexta-feira (4), dia da prisão.

Na terça-feira à tarde (8), os dois empresários e dois assessores que também estavam na Cadeia Pública, detidos juntos na mesma operação, já haviam sido encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP), no Taboão. São eles: Carlos Claudino de Araújo, Joel Leonel Zeferino e Willian Casanova – funcionário da Câmara -, e André Alvim, do gabinete do vereador Diegão. Os empresários Pablo Bezerra e Carla Salvino Bento também não se apresentaram.

O advogado de defesa de Pablo Bezerra entrou nesta quarta-feira com pedido de habeas corpus na 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, sob argumento de que os fatos imputados pelo MP estão desvinculados daquilo que foi originariamente investigado. Afirma que ele não atua no serviço público, não tem interesse em mudanças de leis de zoneamento e “não fez repasses indevidos para o escoamento do dinheiro corruptor”. Foi contestado ainda o argumento de favorecimento dele pela Fundação ABC, que teria contratado a organização São Francisco Serviços Médicos, vinculada a Pablo, em troca do contrato com a Secretaria Municipal de Saúde, sob o comando de Chico Bezerra, em 2019, para administrar o Hospital Municipal de Braz Cubas. O advogado observa que a Fundação passou a operar em Mogi um ano depois.

A operação que culminou nas prisões, a Legis Easy, investiga suspeitas de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Teve início a partir de uma ação de busca e apreensão feita no gabinete do vereador Mauro Araújo em novembro de 2019. O esquema, segundo o MP, beneficiaria empresários por meio da apresentação de leis “encomendadas” para serem aprovadas por vereadores, que teriam recebido dinheiro para aprovar projetos.


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