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Vereadores mogianos são alvos de golpistas

Coincidência ou não, pelo menos três vereadores de Mogi das Cruzes foram alvos de golpistas nos últimos meses. Caio Cunha (PV), Mauro Araújo (MDB) e, mais recentemente, Iduigues Ferreira Martins (PT), acumularam dores de cabeça ou perdas monetárias em razão da ação de espertalhões que se valeram das identidades de cada um deles para tentar tirar algum tipo de vantagem. Em pelo menos dois dos três casos, isso acabou acontecendo. Caio foi a primeira vítima e só não acabou envolvido mais diretamente por ter sido avisado a tempo pelo proprietário de uma loja de automóveis de que alguém vinha dizendo ser seu primo para intermediar venda de veículos para terceiros. Era um golpe que já havia sido tentado outras quatro vezes. Caio apelou à polícia e acabou impedindo que a embromação se consumasse. A mesma sorte não teve o seu colega de Câmara, Mauro Araújo, que acompanhado do empresário Leonel Zeferino, tentou aproveitar as vantagens oferecidas por um site de leilão de veículos. Via internet, eles fizeram os lances e, como tudo indicava se tratar de um negócio seguro, acabaram por antecipar o pagamento de R$ 381.789, 00, dos quais, a parte do vereador era de R$ 314.298,00. O dinheiro foi entregue, mas os carros, não. Só então, eles descobriram que haviam sido vítimas de um grande golpe, pois o endereço do consórcio era fictício e tudo operava com um site igualmente falso na rede mundial de computadores. A mais recente vítima dos golpistas foi o vereador Iduigues Ferreira Martins, que procurou o Distrito Central para denunciar o uso irregular de seu CPF no financiamento de um veículo Cruze, avaliado em R$ 80 mil. A investigação mostrou que a transação ilegal fora realizada numa loja de São Vicente, na Baixada Santista. Iduigues só ficou sabendo da confusão feita em seu nome quando recebeu o telefonema de um professor informando-lhe sobre a venda do carro de sua propriedade para o vereador. No caso, o professor e o vereador foram considerados pela polícia como “vítimas de estelionato”. O caso será apurado pela polícia da Baixada Santista.

1964

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PSL) recomenda aos quartéis que comemorem o 31de março, em Mogi, pelas redes sociais, é convocado o movimento “1964, Nunca Mais!”, uma passeata que deverá acontecer entre as 13 e 15 horas, com concentração em frente a UMC e Fórum, seguindo até a sede do Mogi Shopping. Segundo os organizadores, será uma manifestação silenciosa, onde os participantes deverão usar roupa preta e levar nas mãos um livro.

Mudança

O vereador Caio Cunha (PV) estuda pelo menos dois convites para mudança de partido. Conhecido pelo uso da internet em suas atividades legislativas, o político recebeu propostas do Podemos e do Novo. Ele avalia as ofertas. Se tivesse de optar, hoje estaria mais próximo do Podemos, partido com 17 deputados federais e nove senadores.

Parceria

A Helbor Empreendimentos firmou parceria com a empresa norte-americana WeWork, especializada em locação de espaços corporativos, com negócios em diferentes partes do mundo, e que está chegando ao Brasil. O modelo da empresa avaliada em mais de US$ 45 bilhões pode gerar a locação de até 100 mil m² em diversas cidades. A estreia da parceria acontece no “One Eleven Home and Work by Helbor”, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo.

“Pegadinhas”

O vereador Diego Martins, o Diegão (MDB), usou sua autoridade e mandou retirar da Avenida Francisco Rodrigues Filho, um radar móvel que estaria escondido para multar os motoristas. Após a bronca do vereador, os responsáveis pela empresa operadora desmontaram o equipamento e deixaram o local. Diegão comunicou o fato ao secretário José Luiz Freire, dos Transportes, e vai encaminhar ofício ao prefeito Marcus Melo (PSDB) solicitando a proibição desse tipo de ação e anulação das multas aplicadas pelo radar que, segundo ele, estaria em desacordo com a regulamentação do Contran, promovendo o que chamou de “pegadinhas” com os motoristas que passavam pela Vila Suíssa, ontem pela manhã.

O PSL é um partido onde seus integrantes fazem o exercício de tiroteio recíproco.

Gaudêncio Torquato, jornalista, analista e consultor político, que não vê muito futuro para o partido do presidente