Vergonha alheia

É tão absurdo o  que temos visto e ouvido nestes últimos tempos, nessa coisa nefasta que chamam de política neste País, que é impossível  não sentir vergonha.Vergonha da qualidade, nível intelectual e mental, dos que dizem ser representantes do povo.
Muitos, mal sabem o que estão ali fazendo, o que assinam, até o nome correto da Presidente, que um deles em seu discurso a chama de Dilma Roussed. Vejam só!
Se comportam como prostitutas, num “quem pagar mais, leva”.
Condutas infantis, nada sérias e condizentes com a gravidade do momento e fatos.
Diante de um País parado, acéfalo, outra vergonha, é assistir até altas horas, dentre outras ações, o julgamento no STF, ao procedimento do rito do impeachment. Constrangedor!
Vossas “excelentíssimas” excelências, por horas, numa perda de um caro e precioso tempo a discutir o sexo dos anjos. Num juridiquês de embrulhar o estômago, alguns tendenciosos, nada imparciais, parecendo ignorar o que está realmente, comprovadamente, acontecendo no País.
País tomado de assalto de Norte a Sul, de Leste a Oeste, de cima pra baixo, de baixo pra cima, latitudinalmente, longitudinalmente, com governantes que mentem descaradamente.
Tenham paciência excelências, chega de salamaleques, da rebimboca da parafuseta, levando nada a lugar algum! Simplifica, o Brasil tem pressa!
Tanta coisa pra arrumar, por onde começar? Mas dia 17/4/2016, já foi um bom começo. A lava jato, veio pra ficar.
Graças ao atual desgoverno e seu partido, com suas lambanças e acintosos roubos cometidos, saturou a paciência do pacífico povo, despertando a consciência cívica e política  adormecidas em grande parte da população.
Mostrou que não devem acreditar em programas de marketing,  que colocam lindas embalagens em produtos de péssima qualidade.
Que é preciso mais critério e maior nível de exigência na escolha de candidatos, antes de colocar o País, Estados e Municípios, confiando-lhes as chaves dos cofres, a caneta,  a nossa vida, em suas mãos.
Proporcionou mostrar, a importância, força do povo, ordeiramente, pacificamente, indo para as ruas mostrar  sua indignação e vigilância necessária aos que se dizem representantes do povo.
Que não existe mais espaço para argumentos cínicos e descabidos de inocência.
A clareza de que, um erro não justifica outros.
E que diante de tudo, todos, sem exceções, paguem pelo que roubaram do povo deste País. Dentre tantas, a esperança.

Heloisa A. Martinez é empresária


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