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Versão Comfortline do Volkswagen Virtus mostra as suas virtudes

Versão Comfortline do Volkswagen Virtus vem com motor turbo de 128 cv e outros atributos (Foto Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

O nome Virtus já dava pistas das pretensões da Volkswagen ao lançar seu novo sedã. Em latim, o termo “virtus” designa virtude, talento e o poder de uma coisa para produzir determinados efeitos. E o efeito desejado pela VW, além de crescer no segmento de sedãs compactos bem equipados, era valorizar a imagem da marca em mercados como o brasileiro, o primeiro onde o carro foi vendido. Para isso, criaram um sedã realmente diferenciado do hatch original, o Polo, e com uma personalidade própria.
Em sua versão intermediária 200 TSI Comfortline, o Virtus combina um trem de força moderno e econômico com um bom padrão de acabamento e equipamentos, mas sem as “firulas” e o preço adicional da “top” Highline. É a versão que expressa os melhores atributos do sedã. Com seus 4,48 metros de comprimento, 1,75 metro de largura e 1,47 metro de altura, o Virtus ostenta um porte mais vistoso que concorrentes. O porte ainda é valorizado pelos traços alongados e fluídos, que reforçam o aspecto imponente.
Sob o capô do Virtus Comfortline está o motor 200 TSI, um flex de um litro com três cilindros, turbinado e com potência máxima de 128 cavalos. É o mesmo que equipa o Polo e também o Up! e o Golf, em configurações diferentes – são 128 cv no Polo, 125 cv no Golf e 105 cv no subcompacto Up!. O “200” da denominação do motor vem do seu torque máximo de 200 Newton-metros, equivalentes a 20,4 kgfm e presente de 2.000 a 3.500 giros. Já o “TSI” (Turbocharged Stratified Injection) indica a presença do turbocompressor com injeção direta de combustível.
O “powertrain” é completado pela transmissão automática de seis marchas, com opção de trocas manuais sequenciais Tiptronic na alavanca de câmbio ou, opcionalmente, por comandos no volante. O modo esportivo altera os momentos das trocas de marchas para rotações mais elevadas para proporcionar um comportamento mais dinâmico.

O Virtus Comfortline custa R$ 73,5 mil e com um pacote opcional interessante vai a R$ 77 mil (Foto Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Como um sedã derivado do Polo, o Virtus herda dele as características de dirigibilidade, segurança, bom acabamento e prazer ao dirigir. E como é 42,5 centímetros mais comprido do que o hatch, ainda oferece mais espaço para passageiros e bagagens, com um acerto suspensivo que permite uma performance um pouco mais suave e silenciosa. Ao volante, a sensação de solidez estrutural característica do Polo se repete, de forma ainda mais intensa.
O motor 1.0 turbo empurra o sedã com vontade em qualquer situação, já que o torque máximo de 20,4 kgfm está disponível já aos 2.000 giros. Equipado com esse propulsor, o Virtus acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge velocidade máxima de 194 km/h. Dá para encarar uma estrada e fazer ultrapassagens de forma desembaraçada, sem que o motorista tenha nenhuma sensação de estar em um daqueles tímidos modelos 1.0 aspirados de quatro cilindros do fim do século passado.
Quando é necessário parar, o sedã conta com freios a disco nas quatro rodas com sistema de autolimpeza, que melhoram a eficiência da frenagem em pisos molhados. O controle de tração gerencia eletronicamente o torque do motor para reduzir o escorregamento das rodas durante a aceleração ou quando o veículo começa a destracionar em curvas. Já o controle de estabilidade reconhece que uma situação de rodagem crítica está para acontecer e compara os comandos do motorista com as reações do veículo. Se necessário, o sistema reduz o torque do motor e freia uma ou mais rodas até atingir a estabilidade.
A suspensão é um ponto alto do Virtus. É capaz de filtrar bem as irregularidades do solo ao mesmo tempo em que impede oscilações excessivas da carroceria em curvas ou buracos. O acerto segue o clássico estilo da Volkswagen, que privilegia a estabilidade. No conjunto da obra, em termos dinâmicos, a versão 200 TSI Comfortline é um belo produto, e o Virtus é uma inegável “bola dentro” da Volkswagen.

No interior espaçoso, o motorista encontra a melhor posição de dirigir e conta com sistema multimidia (Foto Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Quem entra no Virtus se impressiona com o espaço, generoso para um compacto. No banco traseiro a percepção de espaço remete aos sedãs médios. O Virtus traz de série itens como cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os assentos, airbags laterais além dos frontais e sistemas de ancoragem de assentos infantis.
Para quem vai dirigir, o sedã permite encontrar a posição ideal de condução. O ajuste de altura do banco do motorista é de série em todas as versões e a Comfortline conta ainda com regulagem de altura e distância do volante que, por sua vez, é revestido em couro, incorpora comandos multifuncionais e tem boa pegada. O porta-celular permite pendurar o smartphone no alto do painel para que o motorista possa utilizar aplicativos como o Waze. A traquitana é de série, mas pode ser removida por quem achar que sua presença compromete a estética interna. O descanso de braço central é ajustável longitudinalmente em 100 mm. Sob ele, há um compartimento para guardar objetos. O porta-luvas tem oitolitros de capacidade e opcionalmente tem refrigeração. Nas portas dianteiras, há nichos que acomodam garrafas de 1,5 litro.
Na versão Comfortline, o sistema de informação e entretenimento Composition Touch traz uma tela colorida sensível ao toque de 6,5” e conta com entradas USB, para SD-card e conexão Bluetooth. Permite conectividade por meio do App-Connect (Android Auto, Apple CarPlay e Mirrorlink), comando por voz e acesso ao “Car Menu”, com ajustes do veículo por meio da tela. O sistema integra ainda a imagem da câmera traseira de auxílio ao estacionamento.

Versão avaliada do Virtus contava com rodas de 16 polegadas que fazem parte de pacote opcional (Foto Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Também são de série ar-condicionado analógico, direção elétrica, travas e vidros elétricos, alarme, controle de estabilidade e tração, controle de descida, bloqueio eletrônico do diferencial, volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade, sensor de estacionamento, espelhos elétricos e saídas de ar para a fileira de trás.
A versão avaliada trazia o pacote de opcionais Tech II, que acrescenta R$ 3.500 ao valor da Comfortline e incorpora volante multifuncional com “borboletas”, acesso ao veículo sem o uso da chave e botão para partida do motor, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, controle automático de velocidade, espelho retrovisor interno eletrocrômico, farol com ajuste automático de intensidade e função coming/leaving home, sensor de chuva e crepuscular, ar-condicionado digital, câmera traseira, detector de fadiga, indicador de pressão dos pneus, porta-luvas iluminado e refrigerado, porta-malas com sistema de ajuste variável de espaço e rede no porta-malas. O pacote Tech II agrega ainda as belas rodas de liga leve 16 polegadas, que substituem as de aro 15 polegadas de série na Comfortline.
Os R$ 73.490 cobrados pela versão Comfortline posicionam o modelo entre os R$ 59.990 na básica MSI, equipada com o motor aspirado 1.6 16V de 117 cv, e os R$ 79.990 da “top” Highline, que tem o mesmo trem de força da Comfortline mas vem de série com “borboletas” no volante, chave presencial para travas e ignição, controle de cruzeiro, rodas de liga aro 16, ar-condicionado automático e luzes diurnas em LED, entre outros itens. (Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

Ficha técnica
Volkswagen Virtus Comfortline 200 TSI
Motor: TotalFlex, dianteiro, transversal, 999 cm³, com três cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e turbocompressor. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.
Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré com opcional de “paddle shifts” no volante. Tração dianteira. Possui controle eletrônico de tração e bloqueio automático do diferencial.
Potência máxima: 128/116 cv a 5.500 rpm com etanol/gasolina.
Aceleração 0 a 100 km/h: 9,6 segundos (etanol).
Velocidade máxima: 194 km/h (etanol).
Torque máximo: 20,4 kgfm a partir de 2 mil rpm.
Diâmetro e curso: 74,5 mm X 76,4 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Suspensão tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidais. Suspensão tipo eixo de torção, roda tipo semi-independente e molas helicoidais. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira.
Pneus: 195/65 R15 ou 195/55 R16 (opcionais).
Carroceria Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,48 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,47 m de altura e 2,65 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais e laterais de série.
Peso: 1.192 kg em ordem de marcha.
Capacidade do porta-malas: 521 litros.
Tanque de combustível: 52 litros.
Produção: São Bernardo do Campo, São Paulo.
Itens de série: ar-condicionado analógico, direção elétrica, travas e vidros elétricos, alarme, controle de estabilidade e tração, controle de descida, bloqueio eletrônico do diferencial, volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade, sensor de estacionamento, espelhos elétricos, rodas de liga aro 15 e saída de ar para a fileira de trás, sistema de som touchscreen “Composition Touch” e suporte para celular com entrada USB para carga.
Preço: R$ 73.490.
Opcionais: A versão avaliada tinha o pacote de opcionais Tech II, que custa R$ 3.500 e agrega itens como volante multifuncional com “paddle shifts”, acesso ao veículo sem o uso da chave e botão para partida do motor, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, controle automático de velocidade, espelho retrovisor interno antiofuscante eletrocrômico, farol com ajuste automático de intensidade e função coming/leaving home, rodas de liga leve 16″ Design Nick, sensor de chuva e crepuscular, ar-condicionado digital, câmera traseira, detector de fadiga, indicador de pressão dos pneus, porta-luvas iluminado e refrigerado, porta-malas com sistema de ajuste variável de espaço e rede no porta-malas.
Preço total: R$ 76.990.