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Versão intermediária EXL equilibra as virtudes do Honda Civic

Com preço a partir de R$ 112,6 mil, o Civic EXL é um carro caro, como todos os Honda são, mas entrega qualidade (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Em agosto de 2019, exatos três anos depois do lançamento da décima geração do Civic no Brasil, o sedã da Honda chegou ao mercado nacional em sua linha 2020 com uma discreta reestilização. O para-choque frontal foi redesenhado e ganhou linhas mais horizontais e, no traseiro, foi adicionado um friso cromado. Nas laterais, as colunas das portas receberam cor preto brilhante. Por dentro, novos revestimentos e apliques metalizados. A versão intermediária EXL, com preço a partir de R$ 112.600, ganhou rodas de liga leve de 17 polegadas e dez raios com acabamento grafite, sensor de chuva, saídas do ar-condicionado para os bancos traseiros e chave presencial, possibilitando que o sedã recebesse partida por botão.
O motor flex 2.0 de quatro cilindros entrega 155 cavalos e 19,5 kgfm de torque, quando abastecido com etanol. A EXL é a configuração mais equipada com motor aspirado do sedã, que move também as versões EX, a Sport e a LX. Acima dela, há a versão Touring do sedã e o cupê Si, ambos com motor 1.5 turbo. Exceto pelo cupê, todas as configurações adotam o câmbio automático continuamente variável (CVT), que conta com conversor de torque para ajudar nas arrancadas e simula sete marchas, com opção de trocas sequenciais pelas aletas atrás do volante.

Versão EXL é a intermediária da linha Civic, mas vem bem equipada e com motor que garante desempenho honesto (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Na versão EXL, o pacote de equipamentos inclui ar-condicionado digital, freio de estacionamento eletrônico com função brake-hold – ao parar o veículo, não é necessário manter o pé no pedal do freio -, controle de cruzeiro, botão Econ de modo de condução econômico, vidros elétricos nas quatro portas com função um toque, sistema multimídia com tela de sete polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay e comandos no volante, câmera de ré, direção com assistência elétrica e monitoramento de pressão dos pneus. O ar-condicionado é de duas zonas e foram incluídas providenciais saídas de ventilação para os ocupantes do banco traseiro.
Por dentro, o Honda Civic EXL é o que se costuma chamar de “um carrão”. A cabine é caprichada e o conjunto formado pelo painel e console central no estilo “cockpit” podem não ser mais novidade, porém, continuam visualmente impactantes. A ergonomia e o espaço interno já são bastante conhecidos e permanecem muito bons. O sistema multimídia exibe também as imagens da câmera de ré. A posição de dirigir é correta, com bancos bastante confortáveis. Os bancos e o volante são revestidos em um tecido sintético que imita couro. O painel de instrumentos tem acabamento macio ao toque. O freio de estacionamento eletrônico EPB é acionado por meio de um botão. Os vidros elétricos contam com a função de subida automática com apenas um toque em todas as portas e a coluna de direção é ajustável em altura e profundidade. O isolamento acústico é bom para o segmento.

O design é um ponto alto do Honda Civic, com a queda do teto que remete aos modelos cupês (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

O Honda Civic é um daqueles carros que tornam o ato de dirigir um prazer. O motor entrega 155 cavalos (com etanol) e 150 cavalos (com gasolina), sempre a 6.300 rpm, com torque máximo de 19,5 kgfm (com etanol) e de 19,3 kgfm (com gasolina) a 4.800 rpm. O câmbio automático CVT colabora bastante ao obter a força necessária do motor quando é preciso. A entrega do desempenho é progressiva e as respostas são sempre rápidas. Não falta força nem em baixos giros. O CVT tem conversor de torque para ajudar nas saídas e ainda simula 7 marchas, com possibilidade de trocas sequenciais pelas aletas atrás do volante. Na prática, o conjunto basta para deixar o sedã esperto, mesmo sem a “pegada” mais esportiva da versão Touring, com seu motor 1.5 turbo de 173 cavalos.

Interior do Civic EXL apresenta bom acabamento, com bancos em couro sintético e central multimídia (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Se a proposta é entregar um sedã confiável e confortável, a versão EXL a cumpre com precisão. O modo Econ faz com que o câmbio CVT troque as marchas virtuais em giros mais baixos e atua também sobre o ar-condicionado, para privilegiar a redução no consumo de combustível. A função Brake Hold permite tirar o pé do pedal do freio, mesmo em Drive, sem que o carro comece a andar antes de ser acelerado – algo bastante funcional e relaxante nos engarrafamentos. O assistente de partidas em aclive HSA também torna a vida do motorista mais fácil.
A calibragem da direção eletro-assistida progressiva é correta e a suspensão impressiona pela eficiência com que filtra as irregularidades do piso. O assistente de tração e estabilidade VSA atua com elegância quando o motorista se excede no acelerador em trechos mais sinuosos. Ágil em curvas e com uma suspensão que controla muito bem os movimentos da carroceria, o Honda Civic EXL está entre as melhores opções de sedã nacional para quem não quer abrir mão do conforto. (Luiz Humberto Pereira/AutoMotrix)

Ficha Técnica
Honda Civic EXL

(Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Motor: 4 cilindros, 2.0, 16V, flex, dianteiro, transversal, duplo comando variável
Cilindrada: 1.997 cm3
Combustível: etanol ou gasolina
Potência: 155 cavalos (com etanol) e 150 cavalos (com gasolina), sempre a 6.300 rpm
Torque: 19,5 kgfm (com etanol) e 19,3 kgfm (com gasolina) a 4.800 rpm
Câmbio: automático continuamente variável (CVT), 7 marchas simuladas
Direção: elétrica
Suspensão: MacPherson na dianteira e multilink na traseira
Freios: disco ventilado na dianteira e disco sólido na traseira
Tração: dianteira
Dimensões: 4,64 metros de comprimento, 1,80 metro de largura, 1,43 metro de altura e 2,70 metros de entre-eixos
Pneus: 215/50 R17
Porta-malas: 519 litros
Tanque: 56 litros
Peso: 1.291 kg
Preço básico: R$ 112.600 na cor Branco Tafetá. Pintura metálica (como o Cinza Barion do modelo avaliado) ou perolizada que aumenta o preço em R$ 1.350


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