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Versão top Trailhawk do Renegade é o que se espera de um autêntico Jeep

Custando a partir de R$ 146 mil, o Renegade Trailhawk diesel reúne características de off-road (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

Desde seu lançamento nacional, em 2015, o Renegade – primeiro Jeep “made in Brazil” – caiu no gosto do público brasileiro. Na linha, a configuração “top” Trailhawk, com motor a diesel e tração 4X4, é a mais cara – custa a partir de R$ 145.990 – e não é a que mais vende. Esteticamente, o Renegade pouco se diferencia do modelo apresentado em 2015. No final de 2018, recebeu ligeiros retoques no para-choque, na grade e nos faróis de neblina. Os faróis de LED substituíram os de xenônio nas versões Trailhawk e Limited e os de neblina também receberam LED. O porta-malas ganhou uma maçaneta externa, que torna a abertura mais fácil.
Dentro, uma inovação relevante foi a substituição do pequeno sistema multimídia anterior pelo Uconnect, com tela de 8,4 polegadas que usa interfaces Android Auto e Apple CarPlay para acessar aplicativos de navegação, como Google Maps e Waze, e de música, como Spotify e Deezer. O multimídia ainda permite acessar as funções do ar-condicionado remotamente, por toques no monitor ou por comandos de voz. Nas configurações Trailhawk e na Limited, o Renegade tem sete airbags de série.

Versão top de linha do Jeep compacto tem motoização diesel de 170 cv de potência (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

A configuração Trailhawk é mais elevada que as outras versões e tem 21,2 centímetros em relação ao solo. Na remodelação de 2018, a parte inferior do para-choque dianteiro foi redesenhada para ampliar o ângulo de entrada de 27 graus para 30 graus. O motor turbodiesel 2.0 trabalha acoplado a um moderno câmbio automático de nove marchas e dispõe de um sistema de tração com opções 4X2, 4X4, 4 X4 com reduzida e 4X4 com bloqueio do diferencial. O conjunto gera 170 cavalos a 3.750 rpm e o elevado torque de 35,7 kgfm está disponível já em 1.750 giros. O Jeep Active Control oferece configurações selecionáveis para neve, areia, lama e pedra, que adaptam a performance do motor e do câmbio, e um modo automático alternando a tração entre frontal e integral, de acordo com a demanda.
Não é difícil de se encontrar uma boa posição de dirigir no Renegade Trailhawk. Além do banco do motorista ser bem ergonômico, os ajustes elétricos de altura e lombar e as regulagens de altura e profundidade do volante ajudam bastante. O revestimento interno mescla superfícies rígidas e emborrachadas, com materiais que aparentam qualidade. A versão é bem dotada de porta-objetos, o volante é multifuncional e os comandos no console são de fácil manuseio. O carro conta com revestimento parcial em couro nos bancos, sensores de luminosidade e de chuva, ar-condicionado automático duplo e sete airbags.

Renegade Trailhawk vem co sistema de tração que permitem ao jipinho encarar trilhas fora de estrada (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)

O motor 2.0 turbodiesel de 170 cavalos tem força de sobra para mover os 1.674 quilos do menor modelo da Jeep. O robusto torque de 35,7 kgfm, disponível já em 1.750 rpm, viabiliza retomadas vigorosas, com destaque para a força em baixos e médios giros. Nas acelerações, o câmbio automático de nove velocidades aproveita os bons recursos do motor. Não há “buracos” e o nível de vibração é reduzido.
Nas trilhas, a tração com reduzida e diferentes modos oferecidos permitem ao pequeno SUV transpor obstáculos com razoável desembaraço. A suspensão independente nas quatro rodas tem curso amplo e absorve as irregularidades. Controle de estabilidade, de tração e de reboque e sistema anticapotamento ajudam a manter tudo sob controle. As rodas de 17 polegadas com pneus de uso misto, na medida 215/60, ajudam a encarar pisos esburacados.
Os “paddles shifts” no volante para troca manual de marchas permitem explorar mais a esportividade do modelo. O indefectível ronco dos motores a diesel é até discreto, mas se faz notar. No uso urbano e rodoviário, a percepção é que a carroceria rola pouco, apesar do 1,72 metro de altura do modelo. A direção com assistência elétrica é como todas devem ser: leve nas manobras e precisa conforme aumenta a velocidade. Mesmo em uma “tocada” mais veloz e em trechos sinuosos, o carro dá a sensação de estar sob controle. Por ter um curso mais longo, a suspensão também se tornou mais firme, para conter a inclinação da carroceria. Como “efeito colateral”, acaba transmitindo mais as irregularidades do piso do que as demais versões.

Sistema multimidia mais moderno e com tela maior agora está disponível para a linha Renegade (Luiza Kreitlon/AutoMotrix)|

Para agradar a quem curte o off-road, a versão Trailhawk não vem com o estepe “magrelo” de uso temporário e sim com o mesmo conjunto de rodas e pneus do carro. Outra exclusividade dessa versão é a opção Rock (pedra) entre os modos de condução off-road, para encarar pisos pedregosos. Seja nas ruas ou nas trilhas, o Renegade Trailhawk é um modelo que dá para se levar a qualquer lugar, sem medo de desapontar. A versão “top” do menor dos Jeep equilibra uma boa capacidade off-road com uma dirigibilidade amistosa no uso cotidiano.
O teto solar panorâmico é o único opcional da versão e aumenta expressivamente a interação com o ambiente de quem está a bordo. Contudo, acrescenta R$ 8.200 aos R$ 145.990 iniciais do modelo. As cores sólidas agregam R$ 1.650 e as perolizadas somam R$ 2.300 à fatura. (Luiz HumbertoPereira/AutoMotrix)

Ficha técnica
Jeep Renegade Trailhawk

Utilitário esportivo em monobloco com 4,23 metros de comprimento, 1,80 metro de largura (sem espelhos), 1,72 metro de altura e 2,57 metros de entre-eixos
Motor: diesel, 1.956 cm³, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, dianteiro transversal, turbo diesel, injeção direta de combustível
Taxa de compressão: 16,5:1
Tração: 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial
Potência máxima: 170 cavalos a 3.750 rpm
Torque Máximo: 35,7 kgfm a 1.750 rpm
Transmissão: automática de 9 marchas
Freios: disco ventilado na frente e disco sólido atrás
Direção: elétrica
Suspensão: dianteira independente do tipo McPherson, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora, amortecedores hidráulicos e pressurizados e molas helicoidais. Traseira independente do tipo McPherson, links transversais/laterais, barra estabilizadora, amortecedores, hidráulicos e pressurizados e molas helicoidais. Oferece controle de estabilidade e sistema anticapotamento.
Rodas: alumínio de 17 polegadas
Pneus: 215/60 R17
Porta-malas: 260 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.674 quilos


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