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Volume das cinco barragens da região segue estável

SITUAÇÃO TRANQUILA Barragem do Rio Jundiaí, que integra o Spat, opera com 93,20% da capacidade. (Foto: Eisner Soares)
SITUAÇÃO TRANQUILA Barragem do Rio Jundiaí, que integra o Spat, opera com 93,20% da capacidade. (Foto: Eisner Soares)

O Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) operava na manhã de ontem com 72,7% da sua capacidade, abaixo do índice registrado no ano passado, neste mesmo período, 95,6%. A média atual não deverá impor riscos à operação. O engenheiro sanitarista José Roberto Kachel avaliou, em março, que se a região terminasse o período chuvoso, em março, na casa dos 70%, não haveria motivo para preocupação com outra crise hídrica.

O nível das barragens chamou a atenção depois que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou recentemente uma campanha para que as pessoas economizem água também durante o isolamento social.

No entanto, de acordo com os dados divulgados diariamente pela estatal, o Sistema Cantareira está, entre os sete do estado, com o menor nível, que é 55%, e, ainda assim, em uma situação bem mais tranquila do que em 2015, ano da crise hídrica, em que operava com o volume morto, com -9,6% da capacidade.

Em junho, as cinco represas do Spat terminaram o mês com a média de chuva acima do índice histórico, que estava em 56,1 milímetros, e o acumulado dos 30 dias ficou em 79,6 mm. Junho quebrou o ciclo de três meses com o nível pluviométrico abaixo do esperado. Apesar de janeiro e fevereiro terem sido chuvosos e ultrapassado o armazenamento esperado, os três meses seguintes foram mais secos, com destaque para maio, em que apesar de o volume esperado ser menor, com 59,9 mm, o acumulado de pluviometria nos 31 dias ficou em apenas 9 mm.

Das cinco represas que operam o sistema, todas estão com o volume acumulado abaixo do que estavam no ano passado, que foi bastante chuvoso. Biritiba Mirim e a do Rio Jundiaí estavam com os menores indicadores, próximos a 30%, Taiaçupeba pouco acima dos 50%, enquanto Paraitinga com 73,7% e a de Ponte Nova com 93,2% (veja quadro).

Kachel avaliou ainda que após o período da crise hídrica, o sistema de abastecimento foi melhor preparado, mas que sempre dependerá da chuva e da consciência das pessoas para economizarem o recurso.

ACUMULADO DE CHUVA NAS REPRESES DO SPAT

Represa Junho de 2019 Junho de 2020
Biritiba Mirim 101,42% 73,70%
Jundiaí 98,80% 93,20%
Paraitinga 63,40% 31,90%
Ponte Nova 93,10% 33,50%
Taiaçupeba 95,80% 50,70%
Total 95,60% 73,80%
Fonte: Sabesp


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