Volume de lixo aumenta na crise

De dezembro a março, o volume de lixo coletado em Mogi chegou a 10,5 mil quilos / Foto: Arquivo
De dezembro a março, o volume de lixo coletado em Mogi chegou a 10,5 mil quilos / Foto: Arquivo

No sentido inverso do que é observado em outras cidades do Brasil, o volume de lixo produzido em Mogi das Cruzes cresce em meio à crise econômica. O “fenômeno atípico” chama a atenção porque é esperado que, em tempos como esses, o consumo despenque por reflexo do aumento do desemprego. Para um economista ouvido por O Diário, os sinais mais claros da profunda recessão pela qual o País passa começarão a ser sentidos nos próximos meses.

A pedido deste jornal, a divisão de coleta urbana de resíduos da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos divulgou um levantamento. Segundo as informações passadas, até agosto do ano passado, o volume coletado de lixo chegava a nove toneladas por mês. Entre setembro e novembro, o número somou 9,7 toneladas mensais. De dezembro a março, entretanto, ao contrário do que se esperava, cresceu ainda mais, chegando a 10,5 mil quilos.

Pela média anual, é possível observar também a linha de crescimento. Em 2013, o montante era de 9,2 toneladas, em 2014 passou de 9,5 mil quilos, em 2015 beirou os 9,7 toneladas (com o menor volume em agosto, conforme reportado acima) e, até aqui, em 2016, a média é de 10,5 mil. A variação de agosto até agora é de 16%.

Para José Roberto Elias Rodrigues, diretor da divisão de Limpeza Pública da Cidade, o fator econômico ainda não afetou diretamente na quantidade de resíduos gerados por Mogi das Cruzes. “É fundamental lembrar também que os meses passados foram de festas de fim de ano e de férias escolares, pontos que ajudam a explicar, em parte, o aumento no volume gerado de lixo na Cidade”, disse à reportagem. (Lucas Meloni)

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