ARTIGO

A caminho de uma depressão econômica

Claudio Costa

Refletindo sobre a linha do tempo relacionada à crise econômica que vivemos já há mais de 3 meses e analisando os eventos ocorridos nos últimos 60 dias, consolidam minhas expectativas sobre o seguinte: estamos em uma recessão econômica tão profunda que, na verdade, deverá se tornar uma grande depressão ainda neste ano, com uma potencial recuperação parcial em 2021 e somente uma retomada, leve, em 2022. Somente a partir daí teremos, novamente, um crescimento cíclico em comparado com o que vivemos na pré-pandemia.

De acordo com as entidades mundiais em economia, o PIB mundial devera ter uma queda de 6% este ano, e um crescimento de 5% em 2021 e 4% em 2022.

Particularmente, não acho interessante comparar a situação atual com outras crises do passado pois entendo que há mudança significativas em nossa sociedade.

No caso do Brasil, deveremos ter uma queda em torno de 7,5% no PIB este ano e uma projeção de crescimento de 4% para 2021.

A razão de estarmos em pior situação do que o resto do mundo é bastante simples, pois se pegarmos exemplos de países que se saíram relativamente bem durante a pandemia, como a Alemanha, por exemplo, veremos uma sinergia muito grande entre o governo e o congresso. E isso resultou em politicas sanitárias e económicas harmonizadas e alinhadas com o propósito de uma sociedade em crescimento sustentável.

Resumindo, o Brasil necessita que o governo e o congresso iniciem logo um debate sobre a questão de novos estímulos para abreviar o tempo de retomada econômica e novamente colocar o pais em uma rota de crescimento com mais emprego e melhoria da renda do trabalhador.

Cláudio Costa é diretor de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura de Mogi das Cruzes.


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