ARTIGO

A indústria no seu papel

José Francisco Caseiro
ciesp@ciespaltotiete.com.br

Engana-se quem pensa que, por não estar entre os setores obrigados a suspender as atividades, a indústria está livre dos impactos da Covid-19. A verdade é bem contrária a isso. Os impactos negativos afetam quase todas as cadeias produtivas, algumas mais e outras menos, dependendo da dificuldade atrelada ao atual momento, que vai desde a queda na demanda por seus produtos e a escassez de insumos e matérias-primas, até a redução da oferta de crédito para capital de giro.

Em mais esta crise, desta vez totalmente atípica diante do inimigo desconhecido e da imprevisibilidade de quanto tempo ele vai atacar, a indústria luta pela sua sobrevivência e mantém sua importância nas cidades e estados brasileiros. Além dos esforços para manter os trabalhadores, mesmo em férias coletivas/banco de horas, o setor industrial tem liderado várias iniciativas para ajudar no enfrentamento ao coronavírus.

Das escolas do Senai de São Paulo, por exemplo, têm vindo força-tarefa para recuperar equipamentos de saúde que estavam fora de uso por falta de manutenção e que são indispensáveis nos hospitais, assim como o treinamento para que indústrias automotivas possam, a toque de caixa, adaptar suas linhas de produção para fabricar respiradores mecânicos. Na outra ponta, há muitas doações de insumos diversos para hospitais e equipes municipais de saúde.

Os mais antigos, que vivenciaram a Revolução de 32 e, principalmente, a Segunda Guerra Mundial, talvez tenham passado por situação semelhante. Mas para a maioria de nós, brasileiros, o que vivemos agora é novo, assustador e precisa, sim, da ajuda de todos para derrubar o inimigo. E depois, vivos, correr atrás de todo prejuízo.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê


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