'SOBREMADEIRA'

Artista suzanense expõe obras em madeira e debate a relação do homem com o meio ambiente

RESUMO Erasmo Amorim diz que a exposição é para falar um pouco sobre a vida e a relação do homem com o meio ambiente. (Foto: divulgação)
RESUMO Erasmo Amorim diz que a exposição é para falar um pouco sobre a vida e a relação do homem com o meio ambiente. (Foto: divulgação)

A exposição intitulada ‘Sobremadeira’ do artista plástico suzanense Erasmo Amorim pode ser visitada até o final deste mês no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, em Suzano. “É para falar um pouco sobre a vida”. Assim o artista resume a mostra que reúne 60 obras confeccionadas em madeira coletada por ele e transformada em arte.

A curadoria da exposição é assinada pelo também artista plástico Vinicius “Rippa” Mariano.

Ainda que a exposição tenha por si só um sentido dos materiais utilizados e o próprio nome já defina o que o visitante verá, Erasmo tem uma certa dificuldade quando questionado sobre a definição dela. “É muito amplo. A madeira é só um plano de fundo para falar sobre sustentabilidade, sobre nossa relação com o meio ambiente. Eu faço com essa proposta mesmo, de falar sobre alguma coisa”, afirma.

Erasmo Amorim marca como início de sua carreira artística a década de 80, quando realizou sua primeira exposição em Suzano. Para a coordenadora de Artes Plásticas da Secretaria de Cultura de Suzano, Aline Baliberdin, o trabalho de Erasmo é muito forte e expressivo. “A exposição parece procurar um significado para além do que ele materializa, tornando isso uma mística. Acredito que ele (Erasmo) seja um dos artistas mais criativos e que está produzindo em Suzano”, explicou.

Algumas obras expostas são de artistas convidados. É o caso de um barco com quase dois metros de cumprimento, que foi feito pelo artista plástico suzanense Osvaldo Assis (in memoria) e restaurado por Beto Dorta. E há também peças da artista plástica poaense Mirian Mica Leocardo.

O secretário municipal de Cultura, Geraldo Garippo, reforça a ideia que a pasta tem por dever abrigar os artistas locais e conceder cada vez mais espaço para eles. “A arte nos aponta o caminho. É por meio dela e do acesso que temos a ela que nossa sociedade evoluirá”, concluiu.

O endereço do centro cultural suzanense é rua Benjamin Constant, 682, na área central. A visitação, com entrada gratuita, segue até 28 de fevereiro, das 9 às 19 horas.


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