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Atomic Basketball leva a paixão mogiana para centenas de alunos

O basquete, um esporte que há muito tempo caiu no gosto e virou febre dos mogianos, estabeleceu-se também como uma ferramenta de transformação social em Mogi.  Visando levar a modalidade “para todos”, surgiu na cidade, em 2017, o Instituto Atomic Basketball. O projeto tem foco nas categorias de base e busca incentivar a formação de […]

27 de maio de 2023

Reportagem de: O Diário

O basquete, um esporte que há muito tempo caiu no gosto e virou febre dos mogianos, estabeleceu-se também como uma ferramenta de transformação social em Mogi. 

Visando levar a modalidade “para todos”, surgiu na cidade, em 2017, o Instituto Atomic Basketball. O projeto tem foco nas categorias de base e busca incentivar a formação de caráter por meio do esporte. Novidades são preparadas para este ano, incluindo a criação de times femininos – algo inédito em Mogi. As seletivas devem começar em breve. 

Mesmo em um esporte predominantemente dominado por homens e praticamente sem opções de treinos para o sexo feminino, a direção notou o interesse das garotas, principalmente em regiões como o distrito de Jundiapeba. 

Atualmente, o Atomic disputa a Liga Paulista de Basquete (LPB), com categorias de base. Já o Mogi Basquete, que também desenvolve trabalho com a ‘garotada’, participa do Campeonato Paulista. 

No final de abril, a equipe Atomic/Mogi ficou em 11º lugar entre as 32 equipes que participaram do 8º Circuito Paulista de Basquete 3×3. Segundo a direção, o time coloca a cidade como uma das cinco potências da modalidade no Estado. 

É no basquete 3×3 – uma modalidade olímpica – que o Atomic é referência na cidade. O time é chancelado pela Federação Paulista de Basquete.  

No ano passado, o Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos, no Mogilar, foi palco da quinta etapa do 7º Circuito Paulista de Basquete 3×3. A equipe Atomic Basketball de Mogi das Cruzes teve  destaque da competição e conquistou o título na disputa da categoria Sub 23.

Ainda neste ano, a cidade deverá receber novos campeonatos da modalidade que tem origem nas ruas e partidas geralmente disputadas a céu aberto (leia mais sobre as regras ao lado). 

O instituto também prepara projeto junto a salas de aulas de Mogi, com o objetivo de levar o basquete para mais pessoas.

 

O que é

O Atomic é uma entidade sem fins lucrativos, que conta com o trabalho de voluntários e possui 80 atletas de alto rendimento e 130 praticantes em iniciação esportiva. Trabalha em diferentes áreas, sendo a principal delas as categorias de base. Talentos são selecionados e desenvolvidos para o alto rendimento. O time participa de ligas de base no basquete 5×5 e 3×3.

“O projeto tem uma visão social. Ou seja, esses meninos de regiões periféricas são inseridos no projeto, passam pela iniciação e depois vamos selecionando os talentos. Tudo é gratuito. Nosso objetivo é revelar atletas. Muitos já tiveram uma chance”, conta Tiko Franco, criador do projeto e que também atua na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Mogi.

Ele cita que hoje, a equipe de professores e a comissão técnica do instituto são compostas por ex-atletas do próprio projeto. 

“Foi concedida a eles a oportunidade de ingressar em cursos como Educação Física e outros”, conta Franco.
 Não é apenas o esporte que é promovido, mas também a cultura e a educação.

“O basquete é um esporte presente nas comunidades, em locais de vulnerabilidade social. Está muito ligado ao rap, hip-hop e à arte”, segundo Tico. “Acreditamos que essa cultura das ruas do basquete não pode ser perdida”, acrescenta ele, ao dizer que tudo isso é trabalhado.

A próxima novidade da equipe será a criação de novos times. A ideia é formar um time feminino adulto e também as categorias Sub-15, Sub-18 e Sub-23.

“Estamos planejando fomentar o basquete feminino no segundo semestre. É o que falta na cidade e também na região. É algo inédito”, diz o fundador. 

As seletivas serão abertas possivelmente nos próximos dias. Inicialmente, será formada uma equipe de competição de basquete 3×3 feminino e depois no 5×5.

 Atualmente, o time participa da Liga Paulista de Basquete e tem uma série de títulos. “Talvez a maior conquista seja o convite para participar da Copa Sul Americana de Basquete 5×5, na categoria Sub-17, com times de todo o continente”, destaca Tico. A equipe ficou entre as melhores da competição.

No 5×5, o Atomic tem equipes Sub-15, Sub-17 e Sub-19, disputando a Liga Paulista de Basquete.

Mas vale lembrar ainda que o Mogi Basquete, que também desenvolve um projeto forte com crianças mais jovens, joga o Campeonato da Federação Paulista com suas equipes de base, além da Copa SP com o time adulto.

Segundo Franco, na modalidade 3×3, o Atomic conta com equipes Sub-15, Sub-18 e Sub-23, além de um time de transição do Sub-23 para o adulto. “A ideia do projeto é sempre fazer as competições em uma categoria acima. Nós jogamos o torneio aberto para todos com atletas Sub-23, por exemplo”, conta o fundador.

Trajetória

Fundado em 10 de março de 2017, o Atomic tem como objetivo fomentar o basquete e sua cultura nas áreas periféricas da cidade, destacando que o esporte é a principal ferramenta para a formação de cidadania, construção de valores e relação com a sociedade. Neste ano, o projeto passou a ser apoiado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Mogi das Cruzes (Smel) devido à sua representatividade nas competições oficiais.

“Na nossa visão, Mogi é a cidade do basquete, mas acreditávamos que o basquete não chegava nas áreas onde ele deveria chegar, especialmente nas áreas periféricas. Procuramos encontrar potencialidades”, diz.

E o projeto encontrou de fato bom público. “Ao todo, devem ter passado de 700 a 800 pessoas. Também fizemos clínicas. O nosso orgulho é ter pessoas e atletas que começaram conosco e voltam ao projeto. Hoje, não estou mais ligado à coordenação, e meus atletas estão coordenando e sendo responsáveis. O esporte tem a missão de deixar legado”, relata o fundador. 

Para fomentar ainda mais o esporte, um novo projeto é preparado. “Vamos construir com as escolas, tanto da rede municipal quanto estadual, imersões de basquete. A ideia é os professores do projeto passarem a ir nas escolas justamente para fomentar, a partir de junho. Esse projeto do Atomic vai convergir com o Esporte nas Escolas, Smel junto com a Educação. Está em fase final de elaboração”, detalha Tico, em entrevista a O Diário. Novidades devem ser anunciadas em breve. 

Informações sobre o Atomic: https://www.facebook.com/Atomic.Basket/?locale=pt_BR

Homenagem

No final de abril, a Câmara de Mogi aprovou moção de autoria do vereador Professor Edu Ota (PODE), reconhecendo e parabenizando o Instituto Atomic Basketball por promover, por meio do esporte, a inclusão social, saúde, qualidade de vida, disciplina e formação de caráter.

 

Basquete 3×3

O basquete 3×3 é uma variação do basquete convencional, jogado em uma quadra menor e com apenas três jogadores em cada equipe. É um esporte bastante dinâmico e rápido, com partidas que duram apenas 10 minutos ou até que uma das equipes atinja os 21 pontos.

Uma das características mais marcantes do basquete 3×3 é a possibilidade de marcar pontos de diversas formas, inclusive com cestas de longa distância que valem dois pontos. Além disso, não há arremessos livres, sendo que as faltas são cobradas diretamente do lugar onde ocorreram.

O basquete 3×3 é uma modalidade olímpica desde os Jogos de Tóquio em 2021 e tem ganhado cada vez mais popularidade em todo o mundo. É uma forma mais acessível e democrática de praticar o esporte, já que pode ser jogado em espaços menores e com equipes reduzidas. Além disso, a dinâmica rápida das partidas torna o basquete 3×3 bastante atrativo para o público.

Mogi, inclusive, deve ganhar novas quadras de basquete 3×3 nos próximos meses. Cabe ficar de olho nos anúncios da Secretaria Municipal de Esportes. 

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