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Bolsa Atleta 2023 atende mais de 64 esportistas da região; maioria é de Mogi

Mais de 64 atletas residentes em cidades do Alto Tietê foram contemplados com programa Bolsa Atleta 2023, que distribui recursos financeiros mensais para a preparação dos beneficiados. Na região, Mogi das Cruzes e Suzano são o endereço da maior parte dos selecionados entre 7.868 nomes contemplados no País. Há poucos, mas valorosos nomes de Poá, […]

18 de abril de 2023

Reportagem de: O Diário

Mais de 64 atletas residentes em cidades do Alto Tietê foram contemplados com programa Bolsa Atleta 2023, que distribui recursos financeiros mensais para a preparação dos beneficiados. Na região, Mogi das Cruzes e Suzano são o endereço da maior parte dos selecionados entre 7.868 nomes contemplados no País. Há poucos, mas valorosos nomes de Poá, Biritiba Mirim, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos.

A boxeadora mogiana Graziele Jesus de Souza é a primeira a aparecer na extensa lista onde se nota que a maor parte dos participantes reside em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. De Biritiba Mirim, há apenas um nome: Fabiana Yuka Shintate, do tênis de mesa, e de Poá, Clésia Feitosa dos Santos, da bocha paralímpica.

Há também nomes como Macos Tung Woo Park, do golfe, e Elida de Menezes Bueno,do Mountain Bike, ambos de Mogi das Cruzes, além de Otávio Augusto de Moraes Cunha, da natação, e morador de Suzano.

A maior parte dos atletas regionais que receberão a ajuda de custo representa esportes coletivos, com destaque para o vôlei sentado e o hóquei sobre grama – essas duas modalidades é que fazem Mogi das Cruzes e Suzano se destacarem na região, e até mesmo entre as demais cidades brasileiras – muitas delas, com apenas um selecionado – a maioria absoluta das cidades sequer tem indicados, o que modera a necessidade desse tipo de incentivo para a descoberta de novos talentos.

Outras presenças entre os escolhidos do Alto Tietê são os integrantes do taewondo e da bocha.

Ainda sobre o grupo de esportistas, destaque são os cotados para defender o Brasil na Paralimpíada – o que é resultado da forte presença dos mogianos em disputas internacionais em esportes como a bocha.

Os nomes que foram distribuídos em modalidades estão descritos no Diário Oficial publicado na segunda-feira (17) – Confira aqui a lista completa (acesse).

O Bolsa Atleta distribui recursos mensais, dependendo da categoria do esportistas. O número de atendidos 7.868 atletas é o maior desde que os pagamentos começaram a ser feitos, em 2005, segundo o governo federal. No ano passado, foram contemplados 6.419 brasileiros, ou seja, houve um acréscimo de 20%.

“Fico muito feliz que neste primeiro ano da nossa gestão o Bolsa Atleta tenha tido esse recorde no número de contemplados. Penso que essa é uma aposta importante na política de esporte que, certamente, dará resultados para os atletas brasileiros durante muitos anos, uma vez que 65% dos bolsistas têm até 23 anos”, disse Ana Moser, ministra do Esporte.

Em 2023,  o programa apoia 5.898 atletas olímpicos e 1.970 representantes de modalidades paralímpicas.

Do total, 3.478 (44,2%) são mulheres e 4.390 (55,8%), homens.

No recorte por faixa etária, quase 65% dos contemplados têm até 23 anos, o que indica um foco na nova geração. Os atletas entre 14 e 18 anos representam a maior fatia de contemplados: 3.236 beneficiários. Na sequência, aparecem os atletas entre 19 e 23 anos (1.857), seguidos pelos de 29 a 38 anos (1.032), de 24 a 28 anos (920), de 38 a 48 anos (577), de 49 a 58 anos (189) e, finalmente, com mais de 59 anos, onde constam 57 atletas.

O processo de adesão e de envio de documentação é feito online. Apenas neste ano, a partir da abertura do período de inscrição, em fevereiro, mais de 187 mil mensagens foram recebidas pelo Ministério do Esporte via canal de WhatsApp. Além disso, 1.456 e-mails foram recebidos e mais de 29,6 mil enviados pela equipe do ministério.

Como funciona

O Bolsa Atleta é voltado para esportistas a partir de 14 anos e é considerado um dos maiores programas do mundo de patrocínio direto. É dividido em cinco categorias. A que contemplará mais esportistas neste edital é a Nacional, que paga R$ 925 mensais a 5.134 atletas. Em seguida aparece a categoria Internacional, que tem 1.431 atletas e bolsas de R$ 1.850, seguido da categoria Estudantil (567 atletas/R$ 370), da Atleta de Base (378/R$ 370) e Olímpico e Paralímpico (358/R$ 3.100).

Entidades nacionais de administração do esporte, como o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e outras confederações, indicam os esportistas.

Isso, leva em consideraão, os resultados esportivos obtidos no ano anterior.

O Bolsa Atleta conta ainda com a categoria Pódio, destinada a atletas de elite, posicionados entre os 20 melhores em seus rankings mundiais, que recebem benefícios entre R$ 5 mil e R$ 15 mil mensais. A categoria Pódio tem edital separado que será publicado em breve. O orçamento para execução do programa como um todo em 2023 é de mais de R$ 120 milhões.

Resultado nos pódios

O reflexo do apoio do Governo Federal aos atletas e a força e abrangência do programa podem ser comprovados pelo desempenho do Brasil nos dois maiores eventos do esporte mundial: os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos.

Em Tóquio, em 2021, 80% dos integrantes da delegação olímpica e 95% da paralímpica eram bolsistas. Nas Olimpíadas, o Brasil conquistou 21 medalhas (sete ouros, seis pratas e oito bronzes), em 13 modalidades, terminando nos Jogos na 12ª colocação no quadro de medalhas. Em 19 dos 21 pódios (90,45%), os atletas recebiam o Bolsa Atleta.

Já nas Paralimpíadas, foram 72 medalhas (22 ouros, 20 pratas e 30 bronzes) conquistadas, o que rendeu ao país a 7ª posição no quadro de medalhas. Os bolsistas representaram 68 dos 72 pódios conquistados: 94,4% do total.

 

 

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