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BOATE KISS

Mulher de réu diz que instalação de espuma inflamável foi indicação de um engenheiro

Chamada como testemunha de defesa, Nathália Daronch afirma que banda não pediu autorização para usar artefatos pirotécnicos

Agência O GloboPublicado em 06/12/2021 às 17:59Atualizado há 2 meses
Wilson Dias - Agência Brasil
Wilson Dias - Agência Brasil

 O júri da tragédia da Boate Kiss chegou, nesta segunda-feira (6), ao sexto dia de depoimentos. Uma das testemunhas de defesa, Nathália Daronch, afirmou que a instalação de espuma no palco da casa noturna foi indicada por um engenheiro. Ela é mulher de Elissandro Spohr, conhecido como Kiko. 

A investigação do incêndio, que causou a marte de 242 pessoas em janeiro de 2013, concluiu que o material era tóxico e inflamável.

— Foi utilizada uma espuma que foi indicada. Depois do acontecido o Kiko ficou muito chateado, porque foi dito que ele tirou as espumas da cabeça dele, e eu me recordo muito bem que não foi, que foi uma indicação, que ele estava amparado por um engenheiro — disse Nathália.

Na última quinta-feira, o engenheiro Miguel Ângelo Teixeira Pedroso havia dito que a espuma era "desnecessária" para a acústica da boate e que a indicação de instalação do material é "coisa de leigo". 

Ainda segundo Nathália, a banda Gurizada Fandangueira não solicitou autorização a Kiko para usar artefatos pirotécnicos durante o show — o que é apontado como a causa do início do incêndio:

— Se houvesse sido solicitado o uso de pirotecnia com certeza teria sido negado.

Nathália relatou que estava longe do palco quando o incêndio começou e que achou que a confusão, iniciada quando o público tentava fugir, havia sido provocada por uma briga. Ainda segundo ela, Kiko estava do lado de fora e tentou ajudar as vítimas e os bombeiros. 

Também foi ouvido nesta segunda-feira o empresário Stenio Rodrigues Fernandes, de 30 anos. À época promotor de eventos, ele tratava direto com Kiko questões como o acerto de ingressos para festas universitárias. 

Sobre os artefatos pirotécnicos, ele disse que se lembra de ter visto a banda utilizá-los em outra casa notura, uma semana antes. No dia da tragédia, ele saiu da casa noturna minutos antes do incêndio começar: 

— Alguma coisa me tirou de lá — disse o jovem.

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