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PROTESTOS

Na Black Friday, Amazon é alvo de protestos no Brasil e no mundo

Ações pedem que gigante do varejo on-line melhores as condições de trabalho, pague seus impostos e se dedique a operações ambientalmente mais sustentáveis

Agência O Globo Publicado em 26/11/2021 às 16:42Atualizado há 2 meses

Em plena Black Friday, a Amazon está enfrentando protestos no Brasil e em vários países do mundo. No Brasil, a ação foi convocada pelo Sindicato de Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Settaport),  que representa os trabalhadores do Porto de Santos.

A entidade, que esperava reunir 12 mil funcionários no ato público, pede uma melhoria nas condições de trabalho e que Amazon pague seus impostos no Brasil. 

A “Black Friday”, dia após o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, é o maior evento de vendas do ano para a gigante do varejo on-line, junto com a Cyber Monday, evento que ocorre na próxima segunda-feira.

 A manifestação no Brasil faz parte de um movimento global, organizado pelo grupo 'Make Amazon Pay'. A coalizão internacional composta por cerca de 40 organizações sindicais, ambientalistas e ativistas fiscais convocou protestos em 22 países ao redor do mundo, incluindo Estados Unidos, Canadá,  Reino Unido, Itália, Alemanha e França.

O movimento, que conta com a participação de funcionários da empresa, está exigindo que a Amazon faça mudanças em seus negócios, incluindo melhores salários, o fim da vigilância dos funcionários, seguro-desemprego, respeito ao direito de sindicalização dos trabalhadores e operações ambientalmente mais sustentáveis.

A coalizão internacional também pede que a Amazon "pague sua parte justa dos impostos e se comprometa com a sustentabilidade ambiental real".

Em um protesto separado, o grupo ambientalista Extinction Rebellion bloqueou as entradas dos centros de distribuição da gigante americana no Reino Unido.

A coalizão Make Amazon Pay não é afiliada ao grupo Extinction Rebellion, mas também tem grupos ambientalistas como o Greenpeace e Oxfam entre seus membros.

 “A Amazon recebe muito e dá muito pouco”, afirma,  apoiada por sindicatos, campanhas populares e organizações sem fins lucrativos.

Os ativistas do Extinction Rebellion bloquearam centros de distribuição da Amazon no Reino Unido e outros países da Europa, como Alemanha e Holanda, para protestar contra a "obsessão pelo consumo excessivo" que eles dizem simbolizar a "Black Friday".

Os 13 centros no Reino Unido ocupados de madrugada pela organização representam, segundo ela, mais da metade das entregas do grupo americano no país. No centro escocês de Dunfermline, vários ativistas impediram a entrada e a saída de veículos de distribuição, informou a agência de notícias britânica PA.

"Esta ação visa a expor os crimes da Amazon, tornando-a um exemplo de um sistema econômico mais amplo projetado para nos empurrar a comprar coisas que não precisamos a um preço que não podemos pagar", disse Extinction Rebellion (XR) em um comunicado.

Na Holanda, ativistas bloquearam o acesso a um depósito da Amazon no aeroporto de Amsterdã.

"Os funcionários da Amazon estão sujeitos a contratos de curto prazo, longas jornadas de trabalho, baixos salários e pausas programadas para ir ao banheiro", denunciou a filial holandesa do grupo no Twitter.

Para a XR, conhecida por suas espetaculares ações de bloqueio, "Black Friday" simboliza uma obsessão pelo consumo excessivo incompatível com um planeta sustentável.

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Um porta-voz da Amazon disse que os grupos representavam uma variedade de interesses e, embora a empresa "não fosse perfeita em nenhuma área", estava levando seu papel e responsabilidades a sério.

"Estamos inventando e investindo significativamente em todas essas áreas, desempenhando um papel significativo na abordagem da mudança climática com o compromisso do Climate Pledge de ser carbono zero líquido até 2040, continuando a oferecer salários competitivos e grandes benefícios, e inventando novas maneiras de manter nossos funcionários segura e íntegra em nossa rede de operações, para citar apenas alguns ", acrescentou o porta-voz do grupo, frequentemente criticado por suas práticas sociais e fiscais.

A Amazon concentra a maior parte dos ataques às ofertas promocionais oferecidas por muitos varejistas nesta sexta-feira para lançar a temporada de compras natalinas.

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