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Câmara veta sugestão para mudar o nome do Theatro Vasques para Armando Sérgio

A Câmara de Mogi discutiu a proposta de mudança de nome do Theatro Vasques para Armando Sérgio da Silva em sessão da Câmara de Mogi nesta terça-feira (20), mas a sugestão apresentada pelo presidente da Casa, vereador Marcos Furlan (PODE) não foi bem recebida pela Casa. Apesar de destacar a importância do nome do professor […]

21 de junho de 2023

O Diário

A Câmara de Mogi discutiu a proposta de mudança de nome do Theatro Vasques para Armando Sérgio da Silva em sessão da Câmara de Mogi nesta terça-feira (20), mas a sugestão apresentada pelo presidente da Casa, vereador Marcos Furlan (PODE) não foi bem recebida pela Casa.

Apesar de destacar a importância do nome do professor e dramaturgo, que teve a trajetória ligada ao cinema e teatro em Mogi das Cruzes,fez carreira na Escola de Comunicação e Artes, a ECA da Universidade de São Paulo, a USP, além de universidades da cidade, os parlamentares entendem que o nome Theatro Vasques é um patrimônio importante, cuja denominação deve ser mantido para preservar a memória e a história da cidade.

A proposta de Furlan (PODE) foi apresentada por meio de uma indicação endereçada ao prefeito Caio Cunha (PODE), solicitando a realização de estudos nesse sentido.

Porém, diante da resistência dos colegas, ele decidiu retirar o documento após manifestações contrárias de vereadores contra a proposta, que destacaram a necessidade de ampliar o debate a respeito.

Ao pedir a retirada do documento, que estava em votação, o presidente da Casa também admitiu que seria necessário ouvir os representantes de movimentos e grupos que representam a Cultura na cidade, que segundo alguns vereadores, também são contra a proposta. “Quero deixar claro que estou propondo apenas uma discussão, para chamar atenção sobre esse assunto”, declarou.

Como sugestão dos colegas, Furlan concordou que o dramaturgo mogiano poderia ser homenageado de outra forma, dando o nome de a outros equipamentos de cultura na cidade, como no caso do novo pavilhão que está sendo instalado no Parque Leon Feffer.

Os vereadores que se manifestaram em plenário, como é o caso de José Luiz Furtado (PSDB), Inês Paz (PSOL), Iduigues Martins (PT). Otto Rezende (PSD).

Furtado disse que recebeu críticas em relação a indicação de representantes do Conselho Municipal de Cultura (Comuc) e de outros grupos, lembrando que o prédio  foi construído em 1902, foi fechado pelo Estado Novo em 1948, abrigou a Câmara, posteriormente voltou a funcionar como teatro Pascoal Carlo Magno, mas recebeu de volta o nome de Teatro Vasques alguns anos depois.

A vereadora Inês explicou que é contra mudanças de locais que já têm nome de pessoas e personagens que marcam a história e apesar de Vasques não ser de Mogi das Cruzes –  ele foi homenageado por ter a trajetória ligada à cultura e precisa ser valorizado, “além disso o nome do Teatro já está enraizado na cabeça das pessoas”.

Ela explicou ainda que representantes da Frente Popular de Cultura de Mogi alegam que não foram consultados. “Temos que chamar os envolvidos no setor para fazer o debate, mas sou defensora que se mantenha o nome. É tradição e cultura e a memória que precisam ser preservadas.

Tem ainda uma lei municipal de 6789 2013 de Mogi das Cruzes SP, quem em seu artigo 1° veda a *substituição de nomes próprios de pessoas, datas comemorativas oficiais ou históricas e referências religiosas, salvos : alterações que vise resgatar a  nomenclatura original.

Leia também: FOLCLORE POLÍTICO – Não é Paschoal Carlos Magno. É Vasques!

Sobre o dramaturgo

Armando Sérgio foi dramaturgo, pesquisador e diretor de teatro e professo. Ele faleceu no último mês de fevereiro aos 77 anos. O mogiano atuou como ator e diretor de teatro a partir da década de 1960, ao lado de uma geração de tablado com nomes como a atriz e também diretora Clarice Jorge e Adamilton Andreucci, e outros que selaram a história de grupos como o Teatro Experimental Mogiano (TEM).

Ele foi secretário municipal de Cultura, durante as gestões dos ex-prefeitos Antonio Carlos Machado, entre 1983-1988, e de Francisco Nogueira/Manoel Bezerra de Melo, no período compreendido entre 1993-1996.

No início deste mês foi lançado o livro “Armando Sérgio – O Artesão em sua Oficina”.

Amigos e colegas de trabalho e de áreas como a Educação de Armando Sérgio – que foi secretário de Cultura e de Educação da cidade –  foram os primeiros a defender a homenagem ao diretor com a mudança no nome do Theatro Vasques.

A ideia deles seria preservar a memória de legado do mogiano que projetou o nome dentro do município – com a criação de grupos como o TEM, e outros, em locais como o Instituto Dr. Washington Luís, e a Braz Cubas – e fora, com as pesquisas e atividades acadêmicas na ECA e na Capital.

 

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