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Criaticidade

Mogi tem ciclovia ou calçada (mal) pintada?

Canal Criaticidade comenta as ciclovias em Mogi das Cruzes e traz bom exemplo de uma cidade do Interior de São Paulo

Josué SuzukiPublicado em 16/08/2021 às 16:21Atualizado há 3 meses
Josué Suzuki
Josué Suzuki

Seja para o trânsito de bicicletas, seja para a prática de exercícios físicos, as ciclovias ou ciclofaixas estão cada vez mais presentes na vida viva de uma cidade. Mas a pressa em demonstrar para a população que tal benfeitoria foi entregue, muitas vezes é inimiga do básico.

É o que pelo menos parece em Mogi das Cruzes. Não é preciso ser especialista no assunto para saber que o que existe na avenida Francisco Rodrigues Filho nada mais é do que uma calçada pintada. Não seria bem o que podemos chamar de ciclovia. Talvez no conceito básico da palavra, sim. Mas no conceito “projeto público de qualidade”, passa longe.

Inaugurada no governo Junji Abe, entre início de 2001 e final de 2008, fizeram parecer algo que não é. E a gente acredita que aquilo é o que não é....confuso, né?

Bom, na ausência de algo melhor, pedestres e ciclistas usam a “calçada pintada” da avenida, uma forma para demonstrar que dinheiro não foi gasto à toa. Mas dava para fazer melhor.

O que dizer então da ciclofaixa na Governador Adhemar de Barros, que mal cabem duas bicicletas juntas. E se é ruim e perigoso para o trânsito, imagine para quem quer praticar atividade física?

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Como a ideia do canal é estar dentro dos limites da crítica construtiva e trazer exemplos inspiradores de fora, vem de São José do Rio Preto um exemplo interessante do verdadeiro conceito do que é uma ciclovia.

Localizada em um dos cartões postais da cidade, a Ciclofaixa da represa é um convite à prática da atividade física. Entre outros projetos modernos, há ainda o caminho que liga a região do Centro para a zona Norte, em uma avenida de trânsito rápido da cidade.

As duas ciclovias possuem estacionamento para carros, pistas separadas para pedestres e bicicletas e posto da Guarda Municipal. Nada de brigar espaço com carro ou andar no limite da segurança. Aliás, em um desses fóruns de reclamações, a bronca é que faltam bebedouros e banheiros públicos.

Mas sobra segurança, com grade separando a ciclovia do trânsito, posto da guarda e boa estrutura, pista de buracos, sem “armadilhas” (vejas nas imagens).

Nunca é tarde para mudar. O primeiro passo é reconhecer que temos um problema. O segundo é ter humildade para buscar exemplos em outros lugares. E se no meio disso tudo sobrar vontade em fazer, quem sabe...

Precisamos ter ciclovias, não para falar que temos. Mas para realmente ser uma opção segura e real para a comunidade.