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Estado descumpre promessa e duplicação da Mogi-Dutra continua inacabada

Governo faz promessa de longo prazo e ninguém mais cobra a solução, ainda que provisória, prometida para duplicar os 1.200 metros finais da movimentada e perigosa estrada, prometida para 2021

Darwin ValentePublicado em 25/11/2021 às 20:22Atualizado há 2 meses
Arquivo O Diário
Arquivo O Diário

O ano de 2021 está se aproximando do fim e alguns problemas relativos à cidades continuam sem solução. 

Poderíamos citar a indefinição em relação ao pedágio, a espera pela pavimentação da estrada da Volta Fria, a construção da ponte sobre o rio Tietê, no bairro do Rio Abaixo, para ficar só em alguns deles, ligados à Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo.

Mas o que mais se destaca, ainda na área dos transportes, é a vergonhosa solução para manter sem duplicação o trecho final de pouco mais de um quilômetro da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra.

A redução de duas para uma só pista, nas proximidades da chegada a Arujá,  continua da forma que foi deixada quando o consórcio encarregado das obras de duplicação do último trecho daquela estrada, entre o trevo da Ayrton Senna e a chegada à Via Dutra, desmontou acampamento e deu por encerrados seus trabalhos, há mais ou menos um ano.

A duplicação ficou incompleta porque deixou de ser executada nos últimos 1,2 km, onde a proprietária de uma área simplesmente não permitiu que seu terreno fosse desapropriado pelo valor estabelecido por peritos do governo estadual, muito abaixo do que avaliaram os peritos nomeados pela Justiça.

A proprietária enfrentou o poderoso governo do Estado de São Paulo e a estrada não foi duplicada  no trecho onde a pista simples daquele caminho já havia cortado parte de sua propriedade.

Nocauteado e diante da repercussão negativa do fato entre os mogianos e demais usuários da Mogi-Dutra, o governo decidiu optar por uma saída honrosa. 

E prometeu estender  a pista duplicada contornando a área imexível da poderosa proprietária.

Um projeto que deveria ter ficado pronto no final do ano passado, mas que, devido a complexidade do terreno, segundo a alegação do DER, teve que ser transferido para uma empresa de engenharia especializada que  ganhou um longo prazo para executar o serviço.  

Tão longo que só deverá ficar pronto depois que as futuras eleições indicarem o novo governador do Estado de São Paulo.

Um vexame para o governador João Doria, que nem mesmo a existência de uma pandemia no meio de todo esse imbroglio consegue explicar. E muito menos justificar.

E dessa forma, a obra que deveria ter sido executada no começo deste ano, acabou sendo adiada sine-die, enquanto os motoristas continuam convivendo com o perigoso afunilamento de pista, cuja sinalização realmente eficiente e abundante, só faz lembrar e irritar ainda mais aqueles que esperavam que o governo do Estado cumprisse a promessa da duplicação alternativa, feita de forma solene, durante uma visita de diretores do DER à redação deste jornal, exclusivamente para dar uma satisfação à população de Mogi e seus representantes.

E por falar nos representantes, eles parecem nem se lembrar que o problema ainda carece de uma solução, certamente ainda muito distante. 

Em terra de políticos de memória curta, os problemas de seus moradores são esquecidos facilmente.

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