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Junji Abe descarta candidatura e fala sobre eleições

Ex-prefeito de Mogi das Cruzes, Junji Abe, diz que dependurou as chuteiras, avalia o quadro político e admite o interesse do filho Juliano pela atividade no Executivo

Darwin ValentePublicado em 22/09/2021 às 19:59Atualizado há 24 dias
Arquivo O Diário
Arquivo O Diário

“Eu dependurei as chuteiras em definitivo e não pretendo sair candidato a cargo algum, nas próximas ou outras eleições”, disse o ex-prefeito Junji Abe (MDB), 80 anos, em conversa, ontem, com a coluna. 

O ex-agricultor, fruticultor e atualmente floricultor do ramo de orquídeas, Junji se descobriu um eficiente auxiliar doméstico, como costuma contar em seus redes sociais, e também um jardineiro de mão cheia, em que pesem as dores na coluna que costumam lhe incomodar, após passar algum tempo cuidando da grama e das flores. Uma herança dos tempos de juventude, quando ajudava a família nos serviços agrícolas, quase sempre em posições pouco confortáveis. 

O ex-presidente do Sindicato Rural de Mogi, que dedicou parte de sua vida à política como vereador mogiano por um mandato, duas vezes deputado federal, uma deputado estadual e prefeito de Mogi por dois mandatos, agora é o avô coruja de dois netos, que ocupa  parte do tempo de ociosidade  buscando  subsídios para os artigos que costuma postar, às terças e sextas-feiras em suas redes sociais, ou visitando os amigos, que são muitos.

Mesmo cuidadoso ao extremo em suas declarações, demonstrando a preocupação de evitar melindres, Junji admite comentar sobre política. Em sua opinião, o atual prefeito Caio Cunha (PODE) tem sido blindado até agora pela pandemia de Covid-19 e que passará a ser mais cobrado à medida que a doença for ficando para trás. Terá dificuldades, não tem dúvida, até por conta das condições atuais do País, que poderão dificultar a liberação de repasses estaduais e federais, fundamentais para a administração municipal. Junji vê no Viva Mogi (antigo +Mogi EcoTietê) uma importante garantia de obras para o atual governo, já que os recursos estão garantidos.

Quanto à recuperação do Pais, na opinião de Junji, só virá  “muito lentamente”, e somente após a troca do atual presidente, em quem ele admite não ter votado. E, em quem, fatalmente não irá votar. João Doria (PSDB) pode ser um bom nome, mas Junji faz restrições ao seu estilo personalista extremado. Na área estadual, não esconde a simpatia pelo velho amigo Geraldo Alckmin (PSDB), virtual candidato a governador e nas eleições para deputado federal, vê como praticamente certas as reeleições de Marco Bertaiolli (PSD) e Marcio Alvino (PL) e cita Rodrigo Gambale (PSL) como nome a ser testado. Para estadual, ele não vê novos nomes se destacando para fazer frente a Marcos Damásio  (PL), se vier a contar com o apoio de Valdemar Costa Neto (PL), e André do Prado (PL).

Quanto a Juliano Abe, seu filho e ex-vice-prefeito de Mogi,  Junji garante que ele não quer ser deputado. O mesmo não acontece em relação à sucessão de Caio Cunha. Ressalta e experiência obtida na Prefeitura e garante que a tendência maior do filho é para o Executivo. 

Para bom entendedor, é o que  basta em relação ao futuro.

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